domingo, 19 de maio de 2013

Planejando o parto -por uma decisão consciente


  



O Nascimento- Muito importante que o casal tenha a clareza enquanto estão esperando um bebe, de que o nascimento do bebe é um momento único para ele e sua família,  esse dia nunca vai se repetir. Por outro lado será comemorado a cada ano com cantos, velas, e presentes, por isso nunca no seio da sua família esse dia será esquecido, já para os profissionais não é nada assim tão especial.

O parto - o parto por outro lado é da mulher! O parto é algo que passa fisiologicamente com você, ninguém mais, então o parto não é nem do  médico, nem do hospital! Ele é antes de tudo seu. Você é quem primeiro manda ali. 

Estamos falando do seu corpo e de seu bebe, seus desejos devem estar em primeiro plano. A relação entre a paciente e o médico é na verdade uma parceria, todos tem responsabilidades.

A melhor maneira de você ter um parto e nascimento satisfatórios é exercendo essa parceria de forma responsável. Você precisa obter o máximo de informações sobre o assunto. Também vai querer estar por dentro dos procedimentos médicos e dos hospitalares também. Desta maneira você consegue tomar decisões junto a seu parceiro e seu médico. 

A decisão se torna assim, uma decisão consciente, e resgata à mulher o poder sobre seu parto. O simples fato de resgatar seu poder de decisão traz à mulher e ao bebê inúmeros benefícios.

Pesquise, informe-se sobre tudo, sobre o parto e seus procedimentos, assim como sobre o nascimento do bebe e os procedimentos da rotina hospitalar.

As escolhas a serem feitas durante a gravidez são várias:

1-De como vai ser o parto
2-Do profissional de saúde
3-Do local do parto
4-Dos acompanhantes
5-Dos exercícios físicos
6-Da preparação do parto
7-Dos procedimentos (plano de parto)


A escolha do profissional de saúde

A melhor forma de ter um parto ativo e livre é estar acompanhada de um profissional que acredite e respeite as preferências das pacientes. É muito importante ter uma conversa com seu médico, poder falar exatamente o que quer e como pensa o seu parto. 

Importante colocar seus desejos e ouvir o que o profissional tem a dizer sobre isso.

Se você estiver em dúvida sobre o médico para seu pré-natal e parto procure se informar. Busque um GAPP ( Grupo de Apoio Parto do Princípio)

"No Brasil atual convivemos com um numero altíssimo de cesáreas, muito maior do que o previsto pela OMS, este índice na realidade já tem até um caráter de epidemia. Há uma quantidade grande de médicos obstetras que acredita que a cesárea é sempre a melhor opção para gestante e bebê, isto em detrimento de todas as evidências cientificas que a medicina colheu mostrando justamente o contrário."

Então no final da gravidez marcam a cesárea alegando um motivo qualquer, muitas vezes até enganosos, sem levar em conta a preferência da gestante. Nem levar em conta as suas escolhas.

Texto importantíssimo baseando e parcialmente copiado do livro:
Parto normal ou cesárea ( Ana Cristina Duarte e Simone Diniz)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

vínculo direto entre a vagina e a boca

Há um vínculo direto entre a vagina e a boca.

 http://www.inamay.com/article/understanding-birth-and-sphincter-lawUnderstanding Birth and Sphincter Law | 
tradução livre Debora Regina Diniz


O relaxamento da boca e da mandíbula está diretamente relacionado à habilidade do colo do útero e da vagina de abrirem-se em sua maior capacidade.

O riso ajuda, beijar-se também.

A vagina e o colo do útero também são esfíncteres, ou seja, músculos circulares que controlam a abertura e fechamento dos órgãos que contém (bexiga, intestinos, útero) e que necessitam deste músculo tanto para reter quanto para liberar.

Os esfíncteres se abrem melhor em condições de privacidade e intimidade. Funcionam melhor sem limites de tempo e não estão sob controle voluntário do proprietário, ou seja, não respondem a ordens como "urine agora", "evacue" ou "puxe". No entanto, respondem bem a elogios de pessoas próximas e de confiança.

Quando o esfincter de uma pessoa está em processo de abertura pode fechar de repente se essa pessoa está com medo, preocupada ou se sinta envergonhada, tímida. Devido aos altos níveis de adrenalina na corrente sanguínea não favorecem (por vezes até impedem) a abertura dos esfíncteres.

Portanto, o ambiente físico e emocional em torno de uma mulher em trabalho de parto (ou até mesmo de um adulto tentando evacuar) influencia diretamente sobre quão rápido ou fácil se faz essa abertura.

O estado de relaxamento da boca e mandíbula está diretamente relacionado com a capacidade do colo do útero, vagina e ânus para abrir em plena capacidade. A boca relaxada e aberta trabalha mais para a abertura vaginal e colo do útero. Beijar-se intimamente também é uma forma de facilitar o relaxamento e a abertura.

O riso é um aliado infalível para relaxar os esfincteres, mas o humor em um trabalho de parto requer dos presentes certa cumplicidade e uma atmosfera agradável, não muito diferente de um lugar para fazer amor.






Para mais informação sobre a Lei do esfíncter de Ina May http://www.inamay.com/article/understanding-birth-and-sphincter-lawUnderstanding Birth and Sphincter Law | 


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GpARnr353Rk

Novo local de atendimentos individuais e alguns cursos


Estou muito feliz em afirmar que agora eu tenho novamente uma sala para os atendimentos individuais, casais e alguns cursos.

Importante saber que as Rodas  gratuitas continuam a acontecer no SESC cada quinze dias.

neste mês de Maio, estamos começando a atender na Clinica Lotus.
uma clinica com um ambiente aconchegante, com outros profissionais muito alinhados com nossa forma de pensar e trabalhar.
Rua Augusto Edson Ehlke, 150
cel 91249820

Flavia Penido

Formada em psicologia pela ULB Bélgica, terapeuta e educadora perinatal

Gestação, Parto e pós-parto são períodos de intensas transformações para uma mulher, um casal, uma família, um momento delicado que precisa de atenção. Para a mulher de forma inegável e inadiável  pois seu corpo também vai se transformando junto como o desenvolvimento do bebe. Atualmente, crescemos numa cultura urbana tendo bem pouco contato com gestantes, bebês, e quando tomamos contato com este universo, as  informações nem sempre são da qualidade que desejamos, sobre todas essas mudanças que ocorrem com a chegada de um bebê. Sentimos então necessidade de informações e apoio emocional para criar um filho.
Como lidar com as mudanças nas relações com as pessoas ao seu redor? Como podemos experimentar uma gestação mais equilibrada e dar conta dos outros papéis na vida? Como lidar com as modificações fisiológicas e emocionais que surgem com a gestação, o parto e o pós-parto? Como lidar com um bebê recém nascido? Como saber porque ele chora? Quais as necessidades afetivas, emocionais de um bebê em suas diversas fases de desenvolvimento? Na mente de muitas mães e pais essas perguntas flutuam, gerando angustias e stress. 
Ter um espaço e tempo dedicados a essas reflexões e ao acolhimento dessas emoções, com um profissional especializado pode fazer toda a diferença para que essa família, possam passar por todas essas transformações amorosamente.
  • Acompanhamento na gestação e no pós-parto para uma experiência equilibrada e consciente da maternidade. (O acompanhamento durante a gravidez, parto e pós-parto também pode oferecer ajuda em casos de: Distúrbios de Stress e Ansiedade, Perturbações Psicossomáticas, Mulheres que tiveram dificuldades de engravidar ou abortos recorrentes, Histórico de depressão, Gravidez de Risco, Gestantes Adolescentes, Gestantes Sozinhas, Tristeza ou Depressão Pós-Parto, Stress Pós-Traumático por perdas ou parto traumático, Gravidez não-desejada ou não planejada.)
  • Grupo mãe e bebe semanal, onde as mães encontram um espaço de desabafo e orientações.
  • Cursos de preparação para o parto.
  • Acompanhamento no trabalho de parto ( doula)
  • Cursos de pós-parto, amamentação e cuidado com o bebe.
  • Consultoria para mães e seus filhos até três anos, com dúvidas e inseguranças a respeito de estabelecer rotina em suas vidas:  rotina de refeição, rotina do sono noturno, rotina da soneca diurna,  rotina amamentação, desmame noturno, desmame suave, dormir na própria cama, desfralde, e educação não-violenta.


qualquer duvida telefone de contato
91249820



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Quando seu filho sente raiva e outras coisinhas mais


Quando nossos filhos sentem medo, quando sentem raiva, quando sentem ciumes, quando sentem alegria, quando sentem compaixão, como nós nos sentimos ou como nós reagimos aos seus sentimentos? 
Quando nossos filhos demonstram seus sentimentos muitas vezes despertam em nós mesmas sentimentos também.

Quantas vezes vemos nossos filhos muito irritados com alguma situação? 

A irritação ou a raiva deles provoca em nós mesmos algumas reações.
Muitas vezes provoca algum julgamento de nossa parte, achamos feio, achamos ridículo e pouco importante, ou até achamos engraçadíssimo vê-los furiosos!

Interrompa um pouco a leitura e procure lembrar-se: Qual a sua reação quando seu filho está com raiva?

Agora procure se colocar no lugar de seu filho quando você reage a sua raiva. Como você se sentiria se diante de um momento difícil fosse tratado desse jeito?

A raiva é um dos sentimentos mais árduos, é importante que seu filho saiba que todos se sentem assim algumas vezes. Ele pode precisar expressar sua raiva, para sentir que ele tem valor, e pode ser que assim que ele expresse sua raiva o sentimento vá embora de uma forma mais saudável do que se ele fosse desprezado, ridicularizado ou até punido por sentir o que sente.

Os nossos sentimentos, todos eles são importantes, não são nem bons nem ruins, são apenas verdadeiros e devem ser valorizados. o que precisamos fazer é conversar sobre eles, tanto os sentimentos que nos deixam bem quanto aqueles que nós deixam alterados.

Conhecer seus sentimentos é uma tarefa importante para a criança, ela precisa aprender a reconhecer seus sentimentos e suas emoções. Podemos conversar abertamente sobre os sentimentos com nossos filhos quando conseguimos parar de julgar os sentimentos como bons ou ruins, bonitos ou feios. 

Pense no exemplo do ciumes. Sentir ciumes não é feio, é um sentimento comum entre nós, o que podemos fazer com esse sentimento? Como meu corpo fica quando me sinto assim? comentar que já nos sentimos assim também ajuda a criança se aceitar.

É necessário alimentar a criança desse conhecimento interior sobre as emoções, qual a sensação que o corpo fica, e descobrir o que podem fazer para que esses sentimentos e suas emoções encontrem uma resposta ativa que nos permita sentir bem. Qual o movimento que ele sinto instintivamente vontade de fazer, como ele pode usar esse movimento para se auto ajudar. Quais os comportamentos que liberam esse sensações dentro do corpo. Quais os pensamentos que podemos buscar em nós para lidar com os sentimentos difíceis.  Você quer jogar tudo longe? Você sente vontade de correr para bem longe, fugir? Ou de pular e bater bem forte? De ficar sozinho por uns instantes? Ir para um lugar agradável? Ser abraçado? Ter um colo disponível te faz sentir bem?
Você pode estar se perguntando sobre as situações mais complexas e intensas. Claro que é necessário estar atentos ao comportamento de seu filho quando estão com emoções muito intensas, e o primeiro passo é estar valorizando seu sentimento, e dando a oportunidade de se expressarem, se partirem para algum comportamento inadequado temos ali uma oportunidade de detê-los e mostrar um outro comportamento que também libere a energia que seja adequado. Como socar as almofadas no lugar de socar alguém.

É assim que desenvolvemos nossa inteligência emocional. 
Uma criança que se sente ouvida, valorizada e legitimada em seus sentimentos tem uma autoestima positiva, ela tem confiança em si mesma. O maior presente que podemos dar aos nossos filhos é a autoestima.Crianças que tem uma autoestima positiva, tendem a obter sucesso em suas escolhas em suas vidas.

Escutar seu filho  e passar tempo com ele permite que ele se sinta valorizado,  e ajuda a desenvolver a autoestima e ter a confiança para enfrentar os momentos de perdas, falhas, vergonhas enfim os momentos mais difíceis serão superados por que ele tem esse tesouro interior.


Falar sobre sentimentos para alguns de nós  pais e educadores pode ser um pouco difícil  podemos nos sentir embaraçados, ou confusos sobre o que e como falar. 


Alguns livros pode nos ajudar.
eu gosto muito dessa coleção para conversar com as crianças sobre seus sentimentos. Uso em casa e na clinica por que as crianças pequenas com menos vocabulário podem se apoiar no recurso visual e relembrar quando se encontrar envolvida pelos sentimentos.

Em um outro post vou detalhar para vocês os sentimentos e as sensações que manifestam em nossos corpos.

Flavia Penido
Psicóloga e educadora perinatal.





Mas onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos. Esses é que são a essência viva da alma.
Johann Goethe

terça-feira, 30 de abril de 2013

Disponibilidade para amamentar por Laura Gutman

Neste Texto Laura Gutman tem uma abordagem muito importante sobre o aspecto emocional da amamentação em livre demanda.

Disponibilidade para amamentar
Por Laura Gutman
Tradução: Sandra CP.

Somos mamíferos- ainda que esquecemos- porque temos mamas. E todas as mamíferas foram designadas para amamentar suas cria. Portanto, todas somos capazes de nutrir ao bebê recém nascido com o leite que vem naturalmente do interior de nosso corpo. É verdade que o conceito “natural” está completamente manipulado pela cultura, por isso nos ater ao que é ou não “natural” costuma parecer-nos bastante complexo.


Então depositamos tantas fantasias no alimento, no que é bom ou não oferecer ao bebê, que o “dar de comer” se converteu em todo um problema para as mães modernas. Inclusive dar de mamar passou a ser algo difícil de conseguir, algo que há que superar, controlar e estudar ao pé da letra para ter sucesso. É estranhho que em somente 50 anos da recente história é esquecemos a natureza, a simplicidade e o silêncio com que as mulheres sempre amamentaram aos nossos filhos desde que existe a humanidade.
A realidade é que a amamentação é fundamentalmente contato, conexão, braços, silêncio, intimidade, amor, doçura, repouso, permanência, sono, noite, solidão, fantasia, sensibilidade, olfato, corpo e intuição, ou seja, tudo é muito distante das receitas pediátricas e de todos os “deve ser” que pretendemos cumprir no papel de mães.

Tempo sem Hora
A amamentação falha quando a colocamos dentro dos parâmetros de “melhor alimento”. Quando calculamos, medimos, pesamos ou estamos atentas às quantidades e tempos em que o bebê tomou ou deixou de tomar. Não se trata de pensar no que come. Se trata de estar junto. É algo tão “natural” que esquecemos-o. Porque quase não mantemos relações afetivas de modo simples, sem projetos nem objetivos. 

Para ser uma boa mãe, acreditamos que devemos dar ao bebê o melhor. E se o melhor não é quantificável, a amamentação falha.

A questão vai além dos desejos ou ilusões sobre um bom alimento, somos um exército de mães que não podemos dar de mamar aos nossos filhos, somos mães a quem nos sangram os mamilos, nos ferem e o pior de tudo: o bebê volta a pedir como se não houvesse sido suficiente o que mamou uma hora antes. Temos a sensação de que as contas nunca dão bons resultados em matéria de amamentação. Não se pode viver assim!

Pensemos que nenhuma de nós cria seus próprios filhos de modo diferente de como vive a vida cotidiana. Se somos obsessivas e cuidadosas, assim seremos no vínculo com o bebê, Se temos postas nossa identidade no sucesso profissional, assim seremos com o bebê. Se não podemos deixar de pensar, assim seremos com o bebê. Se temos milhões de interesses pessoais, assim seremos com o bebê. Se a autonomia e a liberdade pessoal são pilares da nossa identidade, assim seremos com o bebê. Se nos nutrimos das relações sociais, assim seremos com o bebê. Enfim, revisando a vida que construímos antes do nascimento do bebê, poderemos reconhecer facilmente que distância há entre nossa vida e a proposta para uma amamentação feliz. 
Não uma amamentação com sucesso, porque ao bebê não lhe importa o sucesso, o aumento de peso segundo as curvas estabelecidas ou as horas de sono. Falo de felicidade e do bem-estar do bebê. 
Bebe em êxtase após mamada




Falo do bebê conectado, que busca o olhar da mãe e sorri. Falo de bebê que não se conforma se não está no colo. Falo do bebê sereno na medida em que perceba um máximo de prazer.





Prazer e conforto, para um bebê recém nascido, é tudo o que se assemelhe ao útero onde morou por 9 meses. Ou seja, contato permanente, alimento permanente, movimento, calor, ritmo cardíaco, suor, odor e o doce timbre da voz de sua mãe. Se isto se sucede, o leite materno flui. Não há mais segredo que o repouso, a disponibilidade corporal, a intimidade e a disposição para ter o bebê “sempre coladinho” durante as 24 horas do dia.
Porém, a realidade cotidiana das mulheres é muito distinta. Acostumamos nos preparar para o parto, mas não para a maternidade. Ou, em todo caso, não nos preparamos para abandonar a autonomía que adquirimos com muito esforço e vontade.

Portanto, digamos com todas as letras: para dar de mamar temos que estar dispostas a perder toda a autonomia, liberdade e tempo para nós mesmas. É uma decisão. Na medida em que optemos por uma modalidade, perderemos vantagens na outra. Explicando de outra forma: se nos apegamos a nossa liberdade pessoal, possivelmente o bebê tenha que se conformar com outros alimentos, porque mãe e filho não encontrarão prazer nem relaxarão na amamentação. Ou, ao contrário, se decidimos dar prioridade a amamentação, perderemos liberdade e vida própria.

Ambas as situações, amamentação e liberdade, não são compatíveis. Ninguém pode determinar o que é que cada qual deve fazer. Mas sim é importante que saibamos o que ganhamos e o que perdemos frente a cada decisão.

 Gutman, Laura. Livro: A revolução das maes: o desafío de nutrir aos nossos filho, pg 99-101

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Saiba tudo sobre o parto que você pode ter


Próximas Rodas

encontros gratuitos e quinzenais












Dia 05 de MAIO
Domingo
SESC SJC
10:30 sala multiplo uso
O Parto Humanizado : conheça o processo de parto 

será  coordenada por mim Flavia Penido


  • escolhendo a equipe
  • trabalho de parto: as fases do trabalho de parto
  • as sensações fisicas e emocionais 
  • os sinais de trabalho de parto e como reconhecer
  • a hora de ir para a maternidade
  • coisas que podem ajudar
  • a função doula


Dia 19 de MAIO
As intervenções rotineiras no parto normal
SESC SJC
10:30 sala multiplo uso

por Debora Diniz
  • quais as rotinas médicas e hospitalares durante o parto
  • A mulher e as intervenções durante o parto
  • A importancia de se escolher a posição para o parto
  • O bebe e a sua recepção na primeira hora
  • Efeito cascata de intervenções

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Urubus e Sabiás - Rubem Alves



-você quer aprender a dançar filha?
-Pa que mãe eu já sei ô aqui, eu danço.
Ela dança e sapateia lindamente  para mim <3


Assim termino a conversa me lembrando da fábula dos Urubus e Sabias  do Rubem Alves




"Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...



MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá."

O texto acima foi extraído do livro "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares", editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 81.