
Hoje não quer mais falar de violências quero falar do parto que muitas de nós desejamos.
A Parto do Principio organização da qual eu faço parte, está promovendo junto com a Parto no Brasil, e Mamíferas uma blogagem coletiva sobre as violência obstétrica para marcarmos o dia 8 de Março, dia da Mulher nessa questão de gênero também. Você pode responder a um questionário que esses blogs estão apresentando, veja lá.
A Um tempo atras eu escrevi um post aqui no Blog BEBEDUBEM sobre a violência institucional nesse link aqui
Hoje quero falar do parto que muitas de nós desejamos, do direito que temos em ter o trabalho de parto, o parto e o nascimento de nossos filhos como um evento familiar e um tanto quanto sagrado. Estou muito cansada hoje, para falar do que não é bacana. Quero falar desse cansaço bom e por que estou feliz hoje.
Ontem acompanhei, como doula, uma linda jovem mulher em seu trabalho de parto, onde ela e o bebe foram inteiramente respeitados.
Completou 41semanas e nada, a pressão aumentou um pouco mas logo foi estabilzada, ninguém a ameaçou com cesárea porque o bebe quis ficar mais um pouco no útero, nem porque a pressão alterou, já que logo isso se reverteu.
Sei que não foi fácil para ela passar pelo processo todo, porém era a escolha dela. Ela conseguiu sem que ninguém fizesse nada além de acompanhar, incentivar, observar se estava tudo bem com as duas, dar apoio, dar espaço e privacidade quando ela desejava, dar carinho quando ela o desejou, dar a ela tudo que ela precisasse sem tornar o trabalho de parto em uma equação onde a mulher está dentro ou fora do normal.
O que é ser normal? Qual o limite que se tem para entender um trabalho de parto como normal ou como uma complicação ou distócia? Não essa linda mulher, não teve um parto igual aos outros, por que nenhuma de nós temos trabalhos de parto iguais, nem em uma mesma mulher o trabalho de parto de um bebe para o outro não é igual.
Essa foi a escolha dela, esperar pelo parto foi dificil, passar por ele também, mas ela só teve isso por que um profissional de assistência ao parto qualificado entende que a fisiologia do parto deve ser respeitada.
Foi um parto e nascimento cheio de desafios, se fossemos enquadrar, teriamos diversos motivos para chamar de distócia aquilo que era parte do processo dela com sua bebe.
Essa linda mamãe, no fim de tudo, disse que foi difícil, mas agradeceu.
Ela não teve nenhuma intervenção, e sua neném nasceu de parto natural na água.
Nós mulheres agradecemos aos profissionais dispostos a nos acompanhar com toda a paciência, com toda a calma e com a fé no corpo e na alma da mulher.
Feliz dia das mulheres para nós, e para todos esse profissionais que nos assistem como gostaríamos, nosso eterno agradecimento!





