Neste video eu vejo uma mulher sendo respeitada durante seu parto.
neste video eu vejo uma mulher bem preparada, capaz de se sentir plena durante seu trabalho de parto e totalmente confortavel no parto.
Neste pequeno video vejo o nascimento de um bebe e o sorriso esplendido de sua mãe durante o período expulsivo.
domingo, 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Mulher que canta no trabalho de parto
Essa mulher está em pleno trabalho de parto.
Essa mulher está tendo contrações fortes enquanto canta lindamente.
Quem filma é sua filha.
Veja como a experiência de parto pode ser extremamente sutil e sagrada.
Essa mulher está tendo contrações fortes enquanto canta lindamente.
Quem filma é sua filha.
Veja como a experiência de parto pode ser extremamente sutil e sagrada.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
É preciso saber viver
Belíssimo video de parto na água, aqui mesmo no Brasil.
Vendo entendemos que para um parto basta uma gravida e alguém que apoie e assista.
Toda pedra no caminho você pode retirar.
Uma flor que tem espinhos você pode se arranhar.
Se o bem e o mal exitem você pode escolher.
É preciso saber viver.
Atores principais Kátia lana e Felipe
Vendo entendemos que para um parto basta uma gravida e alguém que apoie e assista.
Toda pedra no caminho você pode retirar.
Uma flor que tem espinhos você pode se arranhar.
Se o bem e o mal exitem você pode escolher.
É preciso saber viver.
Atores principais Kátia lana e Felipe
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Parto domiciliar representa novo modelo de assistência
Parto domiciliar representa novo modelo de assistência
Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, o parto domiciliar representa o novo modelo de assistência obstétrica centrado na mulher. O parto feito em casa pode ter a assistência de uma doula e realizado por uma parteira ou por uma enfermeira obstétrica.
“No parto em casa todo o respeito pelo nascimento existe e a mulher é a protagonista do parto que é seu”, explica Kátia Zeny Assumpção Pedroso, 40 anos, atuando há 19 como enfermeira obstetra. Segundo Kátia, no hospital a mulher tem que seguir regras, não pode escolher a posição que deseja parir. Quando o bebê nasce nem sempre vai direto para o colo da mãe que se sente refém das rotinas hospitalares. “Tem uma mulher que pariu em casa e disse a seguinte frase: Parto em casa é a gente que manda, no hospital a gente obedece”, comenta a enfermeira que há três anos realiza partos em casa.
No parto domiciliar a mãe se sente à vontade sem estranhos a observando. Na hora do parto ela pode ficar na posição que menos doa, como a chamada posição de quatro ou de cócoras que também ajuda na hora da expulsão do bebê. Kátia Zeny conta que o corpo da mulher e o bebê são os responsáveis por esse processo. O parto é um evento fisiológico e natural assim como respirar ou dormir. “Por isso nascem tantos bebês no carro, na rua, em qualquer lugar. Ele não quer saber quem está perto. Ele sai”, explica. “E é a mulher que deve comandar esse processo, eu só tenho que respeitar as escolhas dela em relação ao que ela quer em um evento que é dela”, assegura a enfermeira.
A enfermeira esclarece que não se corre risco algum no parto domiciliar se todas as medidas de precauções forem tomadas, como o uso de luvas, lavar bem as mãos, usar luvas estéreis para pegar o bebê e material estéril para cortar o cordão umbilical.Kátia Zeny explica que cesárea não é parto e sim uma cirurgia para extração do bebê. São três vezes maiores as chances de complicação e morte para a mãe do que num parto normal.
“Não sou contra a cesariana, acho que ela deve ser feita quando necessário e isso corresponde a menos de 10% dos casos. O triste é o Brasil ser o campeão mundial de cesarianas, a maioria delas feitas sem nenhuma necessidade”, esclarece Kátia.
A cientista social Bianca Cruz Magdalena, 29 anos, teve um parto domiciliar com segurança e sem qualquer complicação. Depois de uma cesárea desnecessária de sua primeira gestação, há sete anos, Bianca desejava um parto domiciliar, visto que sua gestação era de baixo risco. “Me muni de muitas informações, assim meu anseio era por um parto normal sem intervenções hospitalares e de rotina”, explica Bianca.O parto foi feito com a ajuda da enfermeira obstetra Kátia Zeny. Bianca a conheceu por meio do Blog Bebedubem.
“O acompanhamento de Bianca foi um pouco fora do que normalmente eu faço, por causa da distância que nos separa que é mais de 400 km, nossa comunicação foi praticamente toda via internet”, explica Kátia Zeny que reside em São José dos Campos, no Vale do Paraíba e Bianca em Cananéia, no Vale do Ribeira.
O parto - O colo de Bianca já estava todo dilatado. Dez dedos. Nesse momento era só esperar. Ela tomou um banho e depois voltou para o colchão do quarto e se pôs de quatro. “Era como me sentia melhor, deitada era impossível”. Em pouco tempo sentiu outras contrações, os gritos eram muitos. "Vinham de dentro dessa mamífera que como um animal estava para parir naturalmente, sem drogas alopáticas ou algum anestésico”, comenta. O bebê nasceu na madrugada de domingo, em 23 de agosto, às 3h56. Juliano, o pai, pegou o bebê e o deu aos braços de Bianca que tremia. Para Bianca não se compara o parto domiciliar com o parto em um ambiente hospitalar, que segundo ela, é inóspito, frio e impessoal. “Faria tudo de novo”, comenta. “Penso que vivenciar, sentir essas dores foi um resgate em minha vida, resgate como filha, mãe e mulher”, finaliza Bianca.
Vantagens do parto – Segundo a enfermeira Kátia Zeny, os sensores do bebê para perceber o cheiro são ativados durante o trabalho de parto, portanto o bebê que nasce de parto normal tem melhor olfato. Quando a mãe entra em trabalho de parto as contrações massageiam o pulmão do bebê e isso faz com que ele elimine melhor o líquido amniótico e respire melhor depois que nascer. São menores os riscos de bronquite, asma e outras doenças respiratórias. Também o corpo do bebê é colonizado primeiro por microorganismos do corpo da mãe, enquanto na cesárea o corpo do bebê vai ser primeiro colonizado pelos microorganismos do ambiente hospitalar.
Parto normal hospitalar -Bruna Leite Santana, de 27 anos, teve seu bebê de parto normal na Casa de Saúde Santos, no dia cinco de dezembro de 2008. Neste dia, dos 12 partos que ocorreram na maternidade, apenas três foram normais. O parto natural acontece quando não há intervenções médicas e medicamentos. É um parto onde a mulher tem seu ritmo e bebê respeitado. A mulher precisa desejar este momento, aceitá-lo como um evento natural e necessário para que o seu bebê venha ao mundo. O parto normal é um parto com intervenções médicas como a episiotomia - corte entre a vagina e o ânus – para ampliar o canal de parto. “No começo da gravidez nem fazia idéia das diferentes formas de parir. Com 38 semanas de gestação descobri o que era um parto natural, mas eu não possuía a confiança para tê-lo, pois a primeira gravidez é cheia de medos e todo mundo tem algum palpite para dar, o que deixa qualquer grávida insegura”, explica Bruna Santana. Nesse momento, o que ajudou Bruna foi a escolha do médico. “O Dr. Gilberto Moreira Melo é um médico em extinção, ele acredita que a mulher é a protagonista do nascimento de seu filho e me deu todo o suporte para o parto que eu estava preparada para ter”. Como o trabalho de parto de Bruna não pegava ritmo e ela estava nas vésperas de completar 42 semanas, ela e seu médico resolveram induzir por misoprostol, uma espécie de cytotec, mas em quantidade moderada e segura para apenas afinar o colo do útero; e analgesia para diminuir a dor.Após o parto, Bruna estava adrenalizada. "Podia correr uma maratona”, comenta, porém por ter tomado analgesia só pode levantar da cama 6 horas depois. Caso não haja complicação, o parto normal não tem recuperação como a cesárea. “A gravidez mudou a minha vida completamente, e decidi ficar um ano ou mais, cuidando e educando da milha filha, hoje com 10 meses”, completa Bruna. Wrap sling - Para contribuir na relação da mãe com seu filho e melhorar seu desenvolvimento surgiu o wrap sling (pano comprido) - carregador de bebês - muito usado na europa. É um pano longo de 3 a 5 metros que é usado enrolado no corpo da mãe e finalizado com um nó. O wrap sling suporta bebês de todos os tamanhos, permite a amamentação e pode ser usado na frente, atrás ou de lado. O bebê é colocado e retirado facilmente. As mãos ficam livres para realizar tarefas do dia a dia, como andar de ônibus, fazer compras, andar de mãos dadas com o parceiro. São diversos os modelos e podem ser usados desde o nascimento até os 18 kg.Bruna Leite Santana conta que a maternidade lhe trouxe de presente o wrap sling. Ela estudou sobre o uso de slings/carregadores de bebês ou babywearing e aprendeu a fazer o seu.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Entrevista com Ina May
Descobrimos que as coisas fluem mais facilmente no parto se a mãe consegue rir.
É meio engraçado, sabe, a bolsa de água se rompe em locais e momentosinconvenientes. A pessoa tem que relaxar um pouco e pensar “ok, parir é assim”.
Entenda que não havia TV naquela época, como hoje, em que se pode assistir a um parto a qualquer hora do dia ou da noite, onde geralmente você vê uma peridural ou cesárea, mas você não verá o bebê realmente saindo porque eles embaçam a imagem, não é? É difícil ver a parte mais interessante, desculpa, censurado, não podemos dizer, porque o bebê está saindo de um lugar tão socialmente destruído que não se pode ver.
Então, mostram uma incisão porque é aceitável ver o corte, o sangue espirrando, as mãos cavucando para tirar o bebê, mas não podemos ver um bebê nascendo naturalmente. Acredito que, se as pessoas pudessem ver o que nós parteiras vemos o tempo todo, as mulheres não teriam tanto medo, porque na verdade é algo muitas vezes bonito.
Você também pode observar algo que jamais verá nos livros médicos: a expressão no rosto da mulher pode dizer se ela tem ou não uma laceração, vocês já ouviram falar disso? Eu aprendi isso observando os primeiros 50 partos, porque tive o privilégio de estar com pessoas que não ficaram aborrecidas comigo ou sentiram-se invadidas se eu realmente as observasse no momento do parto. E claro que pude fazer isso porque, se a mulher tem um bebê dentro de um ônibus escolar, não importa se no meio do inverno ou num verão muito quente, ela ficará nua, começará a tirar a roupa uma vez que, quando você está parindo, é uma sensação horrível ter tecido encostando na sua pele, a não ser que você esteja num lugar congelante, o que não era o caso. Então, eu podia ver o que estava acontecendo, podia observar a mulher inteira e aprendi que muito está relacionado com o humor dela e outras coisas que não estão em livro algum.
"Por exemplo, houve uma mulher que era uma amiga e que estava tendo seu primeiro filho. Ela foi a minha quadragésima segunda e mais da metade delas era de primíparas, como ela. Então, ela entrou em trabalho de parto e chegou a 8 cm relativamente rápido e pensei “que ótimo, vou ver este bebê nascendo antes da minha viagem à tarde” e depois as coisas passaram a caminhar mais devagar. Nós tínhamos estado rindo, brincando, divertindo-nos, porque quando a mulher está tendo dores, contrações, o que eu chamava “rushes”, já que não gostava muito dessas palavras, uma vez que nem todo o mundo tinha dor ou sensações que elas chamariam de “dor. Eu não tive. Você também não?(perguntando a alguém da produção). Eu gostei! Então o que você faz? Algumas mulheres dizem “é a pior coisa que já senti na vida” e outras pessoas falam “isso não é ruim, é até excitante”. Tínhamos os dois tipos e também algumas que nem sabiam o que estava acontecendo, nem imaginavam que estavam em trabalho de parto."
"Neste caso particular, lá estava essa mulher e subitamente o ambiente ficou silencioso e me perguntei se o bebê iria nascer. Perguntei se poderia checar a dilatação novamente e ela concordou, então examinei e ela estava somente com 4 cm! Ela não fez nada que eu tivesse visto que pudesse mudar as coisas, nunca soube que alguém podia “desdilatar” o cérvix, nunca li isso num livro e àquela altura, eu já havia lido muitos livros médicos. Eu disse a ela “sei que seu cérvix pode abrir, porque já abriu. Tenho certeza absoluta de que você estava com 8 cm, mas observei que você não está mais rindo das nossas piadas bobas e é a única diferença que posso notar no seu comportamento. Então por que você não começa a rir de novo para ver se isso vai consertar as coisas?” Ela também tossia e eu já tinha reparado em como era a tosse dela antes e agora, quando ela tossia era bem fraquinha, como se estivesse fazendo um esforço para não ativar algo mais profundo. Aí ela começou a rir novamente e adivinhe: teve o bebê.
Aprendi com isso algo muito importante: o trabalho de parto pode regredir em mulheres. Eu meio que sabia que isso poderia acontecer com animais porque lembro da minha tia contando casos. Aqui, se as crianças queriam ver o nascimento de um potrinho, era a única ocasião em que permitíamos que tomassem refrigerante, porque assim ingeriam cafeína e ficavam acordados a noite toda. Quando iam dormir, a égua dava a luz. É assim, as mamíferas não querem ser observadas, o cérebro não gosta de ser observado quando estamos permitindo que algo grande saia do nosso corpo. É por isso que banheiros públicos costumam oferecer privacidade em cada vaso sanitário."
"Então fui para a cama cheia de livros médicos para ver se não os tinha lido cuidadosamente. Fui a uma biblioteca médica para ver se isso havia sido publicado e não havia nada a respeito. Finalmente, fui falar pessoalmente com um monte de enfermeiras e parteiras e todas as que tinham algumaexperiência estavam familiares com o fato de que, algumas vezes, examinam apaciente, anotam no prontuário uma dilatação X e depois quando reexaminam descobrem que a dilatação diminuiu. Perguntei se elas não escreviam isso e a resposta foi “os médicos sempre dizem que cometemos um erro, que fizemos o toque errado da primeira vez”. Os médicos com quem conversei também não sabiam a respeito disso. Pensei “se isso acontece, por que não está registrado em livros?”
Descobri que os médicos não sabiam disso porque eles não checam a dilatação com tanta freqüência quanto as enfermeiras e, quando eles viam alguma anotação neste sentido, deduziam que havia sido uma falha da enfermagem. Assim, claro que não será registrado em livro algum, já que enfermeiras não podem colocar num livro algo que vá contra o que dizem os médicos, porque eles ganham mais. Entenderam? É assim que informação importante é deixada de fora dos livros. Eu penso que isso é muito importante. Veja o que foi preciso para consertar esta situação: ao invés de dizer que a moça teve um padrão disfuncional de trabalho de parto, eu pensei “hum... o cérvix já estava dilatado antes, como o comportamento dela difere do que era quando havia maior dilatação? Ela estava rindo e contando piada, isso a fez dilatar e depois ela teve medo porque começou a sentir que seria a maior liberação de fezes da vida dela (é assim que a mulher se sente no período expulsivo: como se fosse evacuar uma melancia). E o que fazer? Aliviar o medo e aí ela abre novamente."
"Há uma outra situação levemente similar. Assisti a um casal, quando ainda estávamos na caravana, que era brilhante. Sabe o que faziam para aliviar a dor das contrações? Beijavam-se. E isso a fazia sentir bem relaxada, como se pode imaginar. Pensei “que criativo! Como não pensei nisso antes?” E eles pareciam bem, como se não estivessem preocupados com nada, que é exatamente o que se deseja. Dois anos depois, estávamos aqui com uma mulher que já havia tido 2 bebês anteriormente e que estava muito amedrontada. Era uma mulher bem pequena, assim como o marido. Ambos pareciam secos, frágeis, apavorados, com pupilas muito pequenas, aterrorizados. Pensei “este bebê nascerá de qualquer forma, isso não está impedindo o trabalho de parto, mas ela vai lacerar”, porque ela estava rígida de pavor.
Aí lembrei do outro casal e disse (esperei até que ela não estivesse tendo uma contração): “Linda, eu tive uma idéia. Por que você não tenta beijar oRichard durante a próxima contração? Vamos ver o que acontece.” A esta altura, ela provavelmente teria feito qualquer coisa que eu sugerisse, menos entrar no carro e ir ao hospital, porque seria uma viagem bem desconfortável na estrada de terra e ninguém queria isso. Então ela fechou os olhos, colocou os lábios bem juntos, ele fez o mesmo e simplesmente encostaram os lábios um no outro. Pensei “minha nossa, eles não sabem como beijar”. Mas, claro, a regra é não criticar uma mulher em trabalho de parto, porque é a pior coisa que se pode fazer. Então, esperei até acabar a contração, ela abrir os olhos e estar pronta para receber mais informação e sugeri que tentassem de novo, desta vez, “Linda, com a boca aberta”. Não me importava o que Richard faria, só queria que ela abrisse a boca porque já tinha reparado que quando a mulher dá a luz de boca aberta, com a mandíbula relaxada, a probabilidade de laceração no períneo é muito menor e a maioria das mulheres não tinha laceração, então eu nem tinha aprendido a dar pontos ainda."
"Ela fez isso e adivinhe: o bebê estava no períneo, um bebê maior do que os outros que ela já tinha tido e o períneo estava intacto.
Vinte e cinco anos depois ela escreveu uma estória para mim e disse que o casamento havia tido problemas, a vida sexual era morna, embora houvesse amor entre eles e ela disse que aquele parto consertou tudo no casamento por causa do beijo. Ela diz que agora recomenda às filhas, que estão tendo bebês “não esqueçam de beijar”. Se estão no hospital, as pessoas vão sentir-se envergonhadas fazendo isso, mas eu digo que é mágico porque se um casal se beija no hospital, pode até aborrecer algumas enfermeiras, mas o que acontece é que as chatas vão embora, incapazes de suportar e aparecem as simpáticas. Se ocasal está junto há tempo suficiente para ter um filho, tenho certeza de que a lei permite o beijo. Pode deixar as pessoas desconfortáveis, mas quem se importa? Se ajuda a parir seu filho e salvar pontos no períneo, pode ser uma coisa muito boa.
Nós não sabíamos muito a respeito de hormônios nos anos 70, exceto pelo fatode conhecermos os processos, sem saber que hormônios estavam envolvidos. Trabalhei empiricamente, em coisas que sabia serem verdadeiras através de experiências pessoais e pelo que podia observar. Sabia, depois de ter amamentado meu primeiro bebê que havia relação entre estímulo no mamilo e contração uterina. Sabia disso e não precisava saber que havia ocitocina sendo produzida. Agora se sabe que a glândula ptuitária produz ocitocina, numa forma melhor e mais segura do que aquela que vem do vidrinho, que não é derivada de humanos. Seria muito difícil estimular a produção excessiva de ocitocina, porque para fazer isso, haveria dor. Você não estimularia o mamilo a ponto de produzir tanta ocitocina e levar a uma ruptura uterina, o que pode ocorrer quando ela é obtida por injeção ou infusão intravenosa. Por isso é que é necessário regular a dose de ocitocina cuidadosamente e pessoas diferentes têm tolerância diferente."
"Então, se quisermos estimular um trabalho de parto, podemos usar estimulação dos seios, claro. Sabíamos disso e também que, se quiséssemos a contração do útero após o parto, a melhor coisa é ter o bebê nos braços, perto do seio, estando ele sugando ou não. A simples presença do bebê ao seio estimula a produção de ocitocina. Isso economiza nos custos, é degraça, obtido da fábrica química materna. O que não sabíamos é que nosso corpo produz opiáceos. Você sabia disso? Endorfinas. Especialistas em medicina esportiva sabem bem disso: se há um atleta machucado que está em campo, está jogando bem e ficando empolgado comisso, é preciso que haja alguém observando cuidadosamente de fora se aquela pessoa não está se machucando sem perceber. Contagiado pela excitação do jogo, é possível sofrer uma contusão sem notar. Aprendemos a usar a endorfina a nosso favor, o que pode ser feito através da risada, expressões de amor, porque ocitocina e endorfinas trabalham bem juntos. Ocitocina ecatecolaminas (adrenalina) são antagonistas e é este que vai atravancar o parto.
Agora chegamos ao que eu chamo de a trava do esfíncter, algo nunca falado por aqui, mas eu te digo que se você viajar ao redor do país num ônibus escolar, você precisa ter seu próprio vaso com você, especialmente se temfilhos pequenos. Imagina se a cada vez que alguém precisa urinar, você vaiparar a caravana toda? Acho que não. Então você está fora de casa ediariamente tem que lidar com as excreções do dia. Você acaba ficando mais familiarizado com o processo excretório do que morando numa casa onde há banheiro do lado de dentro. Você não sabe tanto a respeito de fezes comparado com alguém que não foi criado desta mesma maneira."
"O que então é que possibilitava as mulheres a dar a luz e todas as parteiras serem o tipo de pessoas que permitem tal processo? Porque há pessoas que são tão tensas que um bebê não consegue nascer na presença delas, sabia disso? Há pessoas que, se entrarem no quarto, todas as mulheres em trabalho de parto travarão. Por quê? Porque elas não sentem bem, mas de uma forma tão forte que praticamente nenhuma mulher consegue ficar emtrabalho de perto na presença delas.T rouxe uma mulher certa vez a um hospital e o médico, que era totalmente contrário ao parto domiciliar, praticamente a estuprou com os dedos, fazendo um toque vaginal e levou-a de 7 cm (eu havia checado) para 4 cm de dilatação, porque ele foi tão bruto com ela. Entre estupro e o ato prazeroso de fazer amor, não há diferença no tamanho do órgão envolvido. Não tem nada a ver com tamanho, mas com a ferocidade no ato. Então, um exame vaginal delicado não parará um trabalho de parto, pode até encorajar, por outro lado, um exame bruto e ruim, por exemplo se é uma mulher fazendo o toque, tentando provar que ela não é lésbica, isso seria suficiente. Almeja-se gentileza.
Pensei em como explicar isso e lembrei “esfíncter”. Sabemos que temos o esfíncter anal e o esfíncter vesical. Por que não chamamos o cérvix de esfíncter? Ele age como um. O que é um esfíncter? Uma abertura de um órgãoque tem capacidade de contração e de encher-se com alguma coisa e aí ele secontrai e aquele esfíncter que se mantém fechado sem se exaurir, porque éparte do sistema muscular involuntário, pode abrir-se e obliterar-se, o que está no órgão sai e depois ele se fecha novamente. Por que não chamamos o cérvix de esfíncter? Não sei o porquê, mas é um músculo circular, que não obedece a mais comandos que a bexiga ou o reto."
"Você não pode dizer a alguém “quero que você evacue exatamente às 09:00 e, se não conseguir, estará em maus lençóis.” Isso ajuda? Acho que não! Freud reclamou disso, ele achava que as crianças estavam com problemas se não evacuassem precisamente na hora certa. Mas eu digo que, se ele tomasse conta daquelas crianças todos os dias, elas teriam-no ensinado uma coisa e ele relaxaria, se tivesse tomado conta dos próprios filhos. Porque o que as crianças normalmente fazem aos 2 anos (qualquer pessoa que já teve filhos pode me corrigir): elas ficam quietinhas num canto, com as costas viradas para você e aí sim é a hora de sentá-los no penico e fazer disso uma experiência prazerosa para elas. Se elas não se divertem lá, aquele esfíncter ficará mais “tímido”.
Esfíncteres são tímidos, isso é importante. E eles não obedecem a ordens. Se seu dono está assustado, humilhado, eles travam-se , rapidamente. Tenho que agradecer ao meu marido por me dizer coisas que eu não saberia senão fosse por ele. Segundo ele, se há um bando de homens num banheiro público, todos lado a lado de frente para os urinóis, de forma que um possa ver o outro e todos estão urinando, quando de repente alguma coisa chega e os assusta, eles todos param involuntariamente. Não é interessante? Esfíncter travado. Ninguém nunca disse que isso é errado. Eu poderia! Dr.Wynne, que é o médico de quem falei, que retirou o bebê prematuro, estava certa vez em Washington, DC, num banheiro público num congresso. Todos estavam urinando quando de repente entram vários policiais do serviço secreto e, no meio deles, Henry Kissinger e aí: todos pararam."
"Estamos falando de gotas de urina! Então não deveríamos nos surpreender quando, no trabalho de parto, a cabeça de um bebê de 9 ou 10 libras pára de descer. Esta é uma forma de proteção da natureza porque a mãe tem todo o seu equipamento sensório bem aguçado na hora do parto. O olfato, a audição, avisão, é tudo mais aguçado que o normal e isso é para que ela sabia onde encontrar um lugar seguro para dar a luz, já que ela estará temporariamente incapacitada de levantar e sair dali, enquanto o bebê estiver saindo pelocanal de parto. É por isso que às vezes ela progride ao ponto de a cabeça dobebê já estar visível e, se há perigo, na maioria das vezes com os mamíferos (já houve tempos em que não tínhamos armas nem paredes à nossa volta nos protegendo dos predadores), há parada de progressão. Nós podemos repetir para convencer a mente de que o hospital é um lugar seguro, mas pode ser que o animal dentro de você não perceba da mesma maneira. Talvez o cheiro não seja adequado, o som de alguém chorando no quarto ao lado incomode e pronto: isso é suficiente para reverter seu trabalho de parto. E pode acontecer até no caminho, indo para o hospital ou com a primeira picada da agulha no braço. O fato de algumas pessoas tolerarem isso e permanecerem em trabalho de parto não significa que todas consigam. É isso que chamo de trava do esfíncter.
Basicamente, se você não consegue evacuar com um bando de gente olhando, pode ser difícil ter um filho neste tipo de ambiente. Então, superamos isso em hospitais com peridurais e infusões de ocitocina, né? Mas isso não significa que seu corpo está relaxado e aceitando tudo como se estivesse numa situação em que a mãe se sente segura, como no seu próprio quarto, em casa."
Tradução de Flávia Mandic
domingo, 13 de dezembro de 2009
vamos slingar? Vamos dançar?
Muito lindo! Dá vontade de sair dançando com sling e bebes novamente.
Ai saudades de slingar e dar mamar e sentir vestindo aquele corpinho em mim.
Everybody "Put sling On Em!"
Vem para RODA rodar?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A discussão sobre o tipo de parto
Algumas mulheres se perguntam para que tanto bafafá sobre o assunto parto. Têm campanha do governo na televisão, matérias no jornal, comunidade no orkut, sites e grupos na internet que discutem o assunto parto e nascimento. Para quê tudo isso se quem decide é o médico? Eu vou explicar o bafafá então:
O que acontece hoje no Brasil que está gerando esta polêmica?
-Acontece hoje que as gestantes não estão tendo toda a informação necessária durante a gravidez para fazer escolhas adequadas quanto ao seu parto e ao nascimento de seus bebês. Desconhecendo os benefícios do parto normal e os riscos de escolher a cesárea como via de nascimento.
-Acontece que a grande maioria das mulheres grávidas prefere o parto normal, mas no fim da gestação nem entra em trabalho de parto e aceitam sofrer a cirurgia sem obter as informações corretas da real necessidade do procedimento.
-Acontece que a gestante durante seus nove meses vai sendo levada a crer que seu corpo não é capaz de guardar seu bebê de forma segura, e que será então com certeza incapaz de deixar seu bebe nascer naturalmente.
-Acontece hoje que nós somos campeões mundiais de cesárea no Brasil, com uma taxa de cesárea na rede particular que ultrapassa 80%. A organização Mundial de saúde mostra que para o bem estar das mulheres e dos bebes em um país, a taxa de cesárea deveria ser muito inferior e ficar em torno 10 a 15%. Quando esta taxa é superior a isso, mães e bebes estão correndo riscos de vida desnecessariamente.
-Acontece que essa taxa alta do ato cirúrgico no parto é na maioria das vezes devido a uma conveniência médica.
-Acontece que o parto normal que existe hoje é cheio de atos médicos rotineiros que podem levar a outros procedimentos na sequência levando então a uma cesárea.
-Acontece que a mulher não pode escolher a movimentação e a posição que deseja durante o trabalho de parto e o parto, o que prejudica o desenrolar do parto e a sensação de satisfação da mulher no processo.
-Acontece hoje que a formação médica não permite o profissionais compreenderem o parto e o nascimento como algo natural e inerente à sexualidade da mulher.
preste bem atenção agora!
-Acontece que as gestantes que não procuram com muita firmeza se informar provalvemente terão o nascimento de seus bebês através do que chamamos hoje de uma “desnecesárea”.
O Parto normal é mais seguro para a mulher e o bebê não há o que discutir, é uma comprovação cientifica. O parto é fisiológico e deveria ser visto como um evento familiar e sagrado não deveria ser um ato puramente médico.
Por isso esse bafafá todo!
Por que algumas mulheres estão percebendo o que está acontecendo e estão à procura de um resgate deste momento tão único e que é o parto... e você já percebeu? Se você quer mais informações sobre gestação e parto acesse o site da Parto do Princípio , ele é feito por mulheres para as mulheres.
Como mulher devemos agradecer todo incentivo pelo governo e outros órgãos para o incentivo ao parto normal. A Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) destacou uma série de medidas para a melhoria da assistência da mulher durante o trabalho de parto. Por exemplo, o direito a escolher o acompanhante e a escolher a posição que vai dar à luz.
Acho importante ainda ressaltar às mulheres que:
Na grande maioria das vezes a decisão pela cesárea só pode ser tomada durante o trabalho de parto salvo poucas exceções, como placenta previa-centro-total.
O que acontece hoje no Brasil que está gerando esta polêmica?
-Acontece hoje que as gestantes não estão tendo toda a informação necessária durante a gravidez para fazer escolhas adequadas quanto ao seu parto e ao nascimento de seus bebês. Desconhecendo os benefícios do parto normal e os riscos de escolher a cesárea como via de nascimento.
-Acontece que a grande maioria das mulheres grávidas prefere o parto normal, mas no fim da gestação nem entra em trabalho de parto e aceitam sofrer a cirurgia sem obter as informações corretas da real necessidade do procedimento.
-Acontece que a gestante durante seus nove meses vai sendo levada a crer que seu corpo não é capaz de guardar seu bebê de forma segura, e que será então com certeza incapaz de deixar seu bebe nascer naturalmente.
-Acontece hoje que nós somos campeões mundiais de cesárea no Brasil, com uma taxa de cesárea na rede particular que ultrapassa 80%. A organização Mundial de saúde mostra que para o bem estar das mulheres e dos bebes em um país, a taxa de cesárea deveria ser muito inferior e ficar em torno 10 a 15%. Quando esta taxa é superior a isso, mães e bebes estão correndo riscos de vida desnecessariamente.
-Acontece que essa taxa alta do ato cirúrgico no parto é na maioria das vezes devido a uma conveniência médica.
-Acontece que o parto normal que existe hoje é cheio de atos médicos rotineiros que podem levar a outros procedimentos na sequência levando então a uma cesárea.
-Acontece que a mulher não pode escolher a movimentação e a posição que deseja durante o trabalho de parto e o parto, o que prejudica o desenrolar do parto e a sensação de satisfação da mulher no processo.
-Acontece hoje que a formação médica não permite o profissionais compreenderem o parto e o nascimento como algo natural e inerente à sexualidade da mulher.
preste bem atenção agora!
-Acontece que as gestantes que não procuram com muita firmeza se informar provalvemente terão o nascimento de seus bebês através do que chamamos hoje de uma “desnecesárea”.
O Parto normal é mais seguro para a mulher e o bebê não há o que discutir, é uma comprovação cientifica. O parto é fisiológico e deveria ser visto como um evento familiar e sagrado não deveria ser um ato puramente médico.
Por isso esse bafafá todo!
Por que algumas mulheres estão percebendo o que está acontecendo e estão à procura de um resgate deste momento tão único e que é o parto... e você já percebeu? Se você quer mais informações sobre gestação e parto acesse o site da Parto do Princípio , ele é feito por mulheres para as mulheres.
Como mulher devemos agradecer todo incentivo pelo governo e outros órgãos para o incentivo ao parto normal. A Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) destacou uma série de medidas para a melhoria da assistência da mulher durante o trabalho de parto. Por exemplo, o direito a escolher o acompanhante e a escolher a posição que vai dar à luz.
Acho importante ainda ressaltar às mulheres que:
- bacia estreita,
- falta de dilatação do colo,
- gêmeos,
- bebe grande
- cesáreas anteriores
Na grande maioria das vezes a decisão pela cesárea só pode ser tomada durante o trabalho de parto salvo poucas exceções, como placenta previa-centro-total.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Arvores grandes em potes muito pequenos
A Roda BEBEDUBEM já fez um ano, foi em setembro eu acho que começamos nosso grupo de apoio ao parto do normal. Começamos devagarzinho,aos poucos fomos melhorando a divulgação.
Tivemos algumas com muita gente outras Rodas com poucas, nós as vezes esmorecemos mas não desistimos! Mesmo sentindo imensa frustação quando não conseguimos atingir a mulher plenamente, vamos fazendo nosso trabalho com vontade de ver as mulheres se transformarem em arvores majestosas cheias de frutos suculentos.
Outro dia vi um video onde em poucas frases a doula sintetizou muito bem esse nosso trabalho, de informação do parto normal, parto humanizado.
Sim, é assim que eu vejo esse trabalho:
"Eu quero semear arvores grandes. Você não pode criar grandes plantas em pequenos potes. Eu vejo as mulheres com seres incríveis, extraordinários, poderosos sendo confinados em potes muito pequenos. Quero explodir esses potes."
Sem regras, sem uma matemática, sem sistemas, sem limites, deixar a natureza feminina expandir suas proprias raizes e galhos!
Os potes que se explodam! Quero arvores explendidas e plenas!!
Tivemos algumas com muita gente outras Rodas com poucas, nós as vezes esmorecemos mas não desistimos! Mesmo sentindo imensa frustação quando não conseguimos atingir a mulher plenamente, vamos fazendo nosso trabalho com vontade de ver as mulheres se transformarem em arvores majestosas cheias de frutos suculentos.
Outro dia vi um video onde em poucas frases a doula sintetizou muito bem esse nosso trabalho, de informação do parto normal, parto humanizado.
Sim, é assim que eu vejo esse trabalho:
"Eu quero semear arvores grandes. Você não pode criar grandes plantas em pequenos potes. Eu vejo as mulheres com seres incríveis, extraordinários, poderosos sendo confinados em potes muito pequenos. Quero explodir esses potes."
Sem regras, sem uma matemática, sem sistemas, sem limites, deixar a natureza feminina expandir suas proprias raizes e galhos!
Os potes que se explodam! Quero arvores explendidas e plenas!!
Assinar:
Postagens (Atom)