Por uma nova forma de gestar, parir e nascer.
Pelo fim das cesáreas desnecessarias!
Parto do Princípio
www.partodoprincipio.com.br
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Do nascer e do morrer

Ou assim quero partir
A tarde.
Lá fora há um vento de mudanças.
Somente a minha tez é capaz de sentir.
Ao meu redor os risinhos das crianças felizes.
Sabor de amora madura.
Rostos sujos de fruta quente.
Bicicletas que vem e que vão.
Um cochilo sossegado no sofá.
O risinho de crianças brincando.
A mãe fazendo barulho na cozinha.
Despertei com um latido.
Despertei com um pressentimento.
Cheiros que vem e que vão...
Anoitecendo.
Lá fora há um vento de mudanças.
Somente a minha tez é capaz de sentir.
A janta foi leve.
Crianças cansadas.
Companheiro onde estás?
Minha viagem começou.
Nossa viagem começou.
Um homem de fazer.
Uma mulher de ser.
Ondas que vem e que vão.
A noite.
Lá fora há um vento de mudanças,
Somente a minha tez é capaz de sentir.
As nuvens revelam uma lua sutil.
Aqui dentro está
Uma mulher que me aguarda
Está em oração a anciã, a mãe.
Está o homem, o companheiro,
Outro navegante.
Ao longe minhas missões em vozes de crianças.
Essas vozes caladas em um sono bom.
Vozes que vem e que vão.
Agora.
Aqui dentro há um vento de mudanças,
Somente a minha tez é capaz de sentir.
Sinto ondas em alto mar.
Uma tempestade esperada, anunciada,
Não há surpresa nem susto.
Meu companheiro e eu naquele mar.
Minha guardiã atenta
Escuta e alscuta
Sinto a intensa beleza daquele momento
Um segundo antes da sua chegada
A água que corre
Pressentimentos
vida e morte
Uma calmaria
Sinto, respiro e espero
Em dois gritos de dor
me revelo em mil sabores
Redescubro esse novo canto
Reencontro de almas
Paz
Coração cantante
Respiro
Respira para ela
Respiro, respiro
Um cheiro agridoce reconhecível
Aquilo que vem de um canto interior
De canto anterior
Lá fora há um vento de mudanças
Somente a minha tez é capaz de sentir.
As nuvens revelam uma lua sutil
Assim um dia eu quero morrer...
leiam mais aqui no mamíferas
A tarde.
Lá fora há um vento de mudanças.
Somente a minha tez é capaz de sentir.
Ao meu redor os risinhos das crianças felizes.
Sabor de amora madura.
Rostos sujos de fruta quente.
Bicicletas que vem e que vão.
Um cochilo sossegado no sofá.
O risinho de crianças brincando.
A mãe fazendo barulho na cozinha.
Despertei com um latido.
Despertei com um pressentimento.
Cheiros que vem e que vão...
Anoitecendo.
Lá fora há um vento de mudanças.
Somente a minha tez é capaz de sentir.
A janta foi leve.
Crianças cansadas.
Companheiro onde estás?
Minha viagem começou.
Nossa viagem começou.
Um homem de fazer.
Uma mulher de ser.
Ondas que vem e que vão.
A noite.
Lá fora há um vento de mudanças,
Somente a minha tez é capaz de sentir.
As nuvens revelam uma lua sutil.
Aqui dentro está
Uma mulher que me aguarda
Está em oração a anciã, a mãe.
Está o homem, o companheiro,
Outro navegante.
Ao longe minhas missões em vozes de crianças.
Essas vozes caladas em um sono bom.
Vozes que vem e que vão.
Agora.
Aqui dentro há um vento de mudanças,
Somente a minha tez é capaz de sentir.
Sinto ondas em alto mar.
Uma tempestade esperada, anunciada,
Não há surpresa nem susto.
Meu companheiro e eu naquele mar.
Minha guardiã atenta
Escuta e alscuta
Sinto a intensa beleza daquele momento
Um segundo antes da sua chegada
A água que corre
Pressentimentos
vida e morte
Uma calmaria
Sinto, respiro e espero
Em dois gritos de dor
me revelo em mil sabores
Redescubro esse novo canto
Reencontro de almas
Paz
Coração cantante
Respiro
Respira para ela
Respiro, respiro
Um cheiro agridoce reconhecível
Aquilo que vem de um canto interior
De canto anterior
Lá fora há um vento de mudanças
Somente a minha tez é capaz de sentir.
As nuvens revelam uma lua sutil
Assim um dia eu quero morrer...
leiam mais aqui no mamíferas
O parto domiciliar e a MBE (medicina baseada em evidências)
publicado originalmente no blog Buena Leche.
"Li com atenção a interessante matéria do Guia do Bebê sobre Parto em Casa. Efetivamente, a recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bundchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.
Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres. Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos-obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.
O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco freqüente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.
Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America"[http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom]. O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas. A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hosp italares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.
Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destaca-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, dese que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.
Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bundchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas co m médicos.
Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women” [http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004667.html]. Esta revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno. A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.
Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.
Melania Amorim, MD, PhDMédica
formada pela UFPB
Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo IMIP
Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGOMestre em Saúde Materno-Infantil pelo IMIP
Doutora em Tocoginecologia pela UNICAMP
Pós-doutora em Tocoginecologia pela UNICAMPPós-doutora em Saúde Reprodutiva pela OMSProfessora de Ginecologia e Obstetrícia da UFCG
Professora da Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil do IMIPColaboradora da OMS e revisora da Biblioteca Cochrane
"Li com atenção a interessante matéria do Guia do Bebê sobre Parto em Casa. Efetivamente, a recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bundchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.
Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres. Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos-obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.
O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco freqüente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.
Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America"[http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom]. O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas. A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hosp italares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.
Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destaca-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, dese que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.
Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bundchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas co m médicos.
Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women” [http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004667.html]. Esta revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno. A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.
Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.
Melania Amorim, MD, PhDMédica
formada pela UFPB
Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo IMIP
Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGOMestre em Saúde Materno-Infantil pelo IMIP
Doutora em Tocoginecologia pela UNICAMP
Pós-doutora em Tocoginecologia pela UNICAMPPós-doutora em Saúde Reprodutiva pela OMSProfessora de Ginecologia e Obstetrícia da UFCG
Professora da Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil do IMIPColaboradora da OMS e revisora da Biblioteca Cochrane
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
PROXIMA RODA BEBEDUBEM
Esse post é para lembra a próxima Roda bebedubem.
Vai ser no sábado dia 27 de Fevereiro as 16:00.
Olha desta vez vamos começar falando da auto-estima da criança assunto que não conseguimos abordar na ultima Roda já que tínhamos muitas dúvidas para responder e relatos para trocar.
Chegada as 16:00 horas.
16:15 trataremos das questões principais da construção da auto-estima.
17:00 vamos falar do parto na água, como acontece, porque, e experiência que as parteiras tem tido com a banheira azul.
A Kátia Zeny e a Patrícia Borges vem contar um pouquinho deste trabalho.
Quem venham as mamães já com bebes com seus relatos também!
Vai ser no sábado dia 27 de Fevereiro as 16:00.
Olha desta vez vamos começar falando da auto-estima da criança assunto que não conseguimos abordar na ultima Roda já que tínhamos muitas dúvidas para responder e relatos para trocar.
Chegada as 16:00 horas.
16:15 trataremos das questões principais da construção da auto-estima.
17:00 vamos falar do parto na água, como acontece, porque, e experiência que as parteiras tem tido com a banheira azul.
A Kátia Zeny e a Patrícia Borges vem contar um pouquinho deste trabalho.
Quem venham as mamães já com bebes com seus relatos também!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Parto na água ganha mais adeptos em São José
Matéria que saiu hoje no VALE PARAIBANO
Região Parto em casa e na água ganha mais adeptos em São José.
Equipe de enfermeiras de São José ajuda grávidas com a nova experiência, sem dor, segundo elas São José dos Campos
Flávia Marreira
Um parto sem dor, em casa, sem remédios e com a participação total de quem se gosta. Este sonho, que ainda parece um pouco fora da realidade, ganha cada vez mais adeptos.
A modelo Gisele Bundchen teve essa experiência em dezembro, quando teve seu primeiro filho na banheira de sua casa.
Na região, o parto em casa com a água é restrito a duas enfermeiras obstetras, uma psicóloga e doula, todas de São José, com quem já nasceram 15 bebês.
"Não senti dor. Nada comparado com o parto no hospital, quando senti uma dor infernal com o soro", disse Priscila Borges, 30 anos, esteticista. A Amy, sua filha de 25 dias, nasceu na banheira da casa da família. Priscila tem três filhos --o primeiro foi parto normal no hospital e os outros dois foram em casa. "Minha filha de 9 anos viu a irmãzinha nascendo. E depois, a gente já fica com o bebê. É maravilhoso", afirmou.
As enfermeiras obstetras, Kátia Zeny, de 41 anos, Patrícia Romão Borges, 31 anos, e a psicóloga e doula Flávia Penido, 39 anos, explicaram que a mulher sente alívio da dor das contrações quando está na água. Além disso, o parto é realizado somente na hora em que o "corpo pede", não é induzido, como acontece em hospitais.
EQUIPAMENTOS - A equipe leva medicação e equipamentos necessários para qualquer intervenção. Mas, segundo a enfermeira, só são utilizadas a pinça e a tesoura para cortar o cordão umbilical.
Kátia disse que já houve caso em que a equipe tentou parto domiciliar, mas precisou recorrer ao hospital, mas não houve problemas nem com o bebê e nem com a mãe. O único hospital da região que aceita fazer o parto na água, segundo as enfermeiras, é o São Francisco, de Jacareí.
Para a coordenadora de ginecologia e obstetrícia do Hospital Municipal de São José e doutora em obstetrícia Valquíria Roveran, o parto com água é eficiente para comodidade da gestante, mas pode oferecer riscos se realizado fora do hospital. Ela disse que pode não dar tempo de chegar ao hospital em um caso, por exemplo, de hemorragia. Segundo a médica, o parto domiciliar na água seria perfeito se a pessoa tivesse uma ambulância aguardando em frente de casa, para emergências (leia texto nesta página).
INICIO - "Em 2003 conheci a Flávia Penido. Ela estava grávida, já tinha tido outros filhos no hospital, mas queria ter o próximo em casa", contou Kátia. Ela aceitou a proposta de Flávia, que teve o filho no chuveiro. "Foi perfeito. Meu marido acompanhou tudo", disse Flávia.
A divulgação do trabalho começou em um blog. Elas montaram a Roda Bebedubem, que reúne casais para bate-papos sobre parto e maternidade. São encontros mensais e gratuitos, no parque Vicentina Aranha.
Pena que a opinião médica é baseada e coisa nenhuma! Se ao menos ela investiga-se as evidências e o parto domiciliar em outro países saberia dar as informações mais corretamente.
Outra detalhe nunca dissemos totalmente sem dor, mas sem sofrimento com certeza!
De toda forma estamos muito contentes com a matéria que com certeza vem colaborar com nosso trabalho arduo de dismistificar o parto. Divulgando nosso grupo de apoio ao parto e maternidade. Obrigada Flavia Marreira e fotografa e ao vale Paraibano.
Região Parto em casa e na água ganha mais adeptos em São José.
Equipe de enfermeiras de São José ajuda grávidas com a nova experiência, sem dor, segundo elas São José dos Campos
Flávia Marreira
Um parto sem dor, em casa, sem remédios e com a participação total de quem se gosta. Este sonho, que ainda parece um pouco fora da realidade, ganha cada vez mais adeptos.
A modelo Gisele Bundchen teve essa experiência em dezembro, quando teve seu primeiro filho na banheira de sua casa.
Na região, o parto em casa com a água é restrito a duas enfermeiras obstetras, uma psicóloga e doula, todas de São José, com quem já nasceram 15 bebês.
"Não senti dor. Nada comparado com o parto no hospital, quando senti uma dor infernal com o soro", disse Priscila Borges, 30 anos, esteticista. A Amy, sua filha de 25 dias, nasceu na banheira da casa da família. Priscila tem três filhos --o primeiro foi parto normal no hospital e os outros dois foram em casa. "Minha filha de 9 anos viu a irmãzinha nascendo. E depois, a gente já fica com o bebê. É maravilhoso", afirmou.
As enfermeiras obstetras, Kátia Zeny, de 41 anos, Patrícia Romão Borges, 31 anos, e a psicóloga e doula Flávia Penido, 39 anos, explicaram que a mulher sente alívio da dor das contrações quando está na água. Além disso, o parto é realizado somente na hora em que o "corpo pede", não é induzido, como acontece em hospitais.
EQUIPAMENTOS - A equipe leva medicação e equipamentos necessários para qualquer intervenção. Mas, segundo a enfermeira, só são utilizadas a pinça e a tesoura para cortar o cordão umbilical.
Kátia disse que já houve caso em que a equipe tentou parto domiciliar, mas precisou recorrer ao hospital, mas não houve problemas nem com o bebê e nem com a mãe. O único hospital da região que aceita fazer o parto na água, segundo as enfermeiras, é o São Francisco, de Jacareí.
Para a coordenadora de ginecologia e obstetrícia do Hospital Municipal de São José e doutora em obstetrícia Valquíria Roveran, o parto com água é eficiente para comodidade da gestante, mas pode oferecer riscos se realizado fora do hospital. Ela disse que pode não dar tempo de chegar ao hospital em um caso, por exemplo, de hemorragia. Segundo a médica, o parto domiciliar na água seria perfeito se a pessoa tivesse uma ambulância aguardando em frente de casa, para emergências (leia texto nesta página).
INICIO - "Em 2003 conheci a Flávia Penido. Ela estava grávida, já tinha tido outros filhos no hospital, mas queria ter o próximo em casa", contou Kátia. Ela aceitou a proposta de Flávia, que teve o filho no chuveiro. "Foi perfeito. Meu marido acompanhou tudo", disse Flávia.
A divulgação do trabalho começou em um blog. Elas montaram a Roda Bebedubem, que reúne casais para bate-papos sobre parto e maternidade. São encontros mensais e gratuitos, no parque Vicentina Aranha.
Pena que a opinião médica é baseada e coisa nenhuma! Se ao menos ela investiga-se as evidências e o parto domiciliar em outro países saberia dar as informações mais corretamente.
Outra detalhe nunca dissemos totalmente sem dor, mas sem sofrimento com certeza!
De toda forma estamos muito contentes com a matéria que com certeza vem colaborar com nosso trabalho arduo de dismistificar o parto. Divulgando nosso grupo de apoio ao parto e maternidade. Obrigada Flavia Marreira e fotografa e ao vale Paraibano.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Curso para casal gestante

Estaremos nos reunindo todas as segundas-feiras às 19:15 e terminado às 22:00 horas.
Nosso trabalho tem acento na preparação para o parto normal. Em todos os encontros serão realizados exercícios de preparação para o parto consciente.
A cada encontro trazemos um tema diferente relacionado à gestação, parto, amamentação e maternidade. Além dos exercícios e debate sobre o tema, passamos alguns vídeos relacionados e algumas vivências são realizadas. São ao todo seis encontros. Para participar dos cursos é preciso inscrever-se por e-mail ou por telefone.
De Bem com a Barriga- acento nos aspectos emocionais e físicos da gestação. Interação mãe, pai e bebê intra-útero. Os bebes no útero reagem às emoções fortes da mãe, você quer saber mais?
Bem Parir- Exercícios respiratórios que ajudam ao trabalho de parto. Orientação sobre o processo fisiológico do parto. Os sinais do trabalho de parto. Lidando com as emoções do parto. Parto normal, parto natural, parto na água, parto domiciliar. Quando a cesárea é de fato uma necessidade emergencial. Os procedimentos médico-hospitalares para que e quando acontecem. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Você sabia que existem exercícios que ajudam ao andamento do trabalho de parto?
Bem Nascer- Orientação nos cuidados com o bebê. Orientação sobre a amamentação. Bem estar físico e emocional da puépera. Shantala e vínculo afetivo mãe e bebê. O papel importante do pai neste primeiro momento.
Bem Criar- Ser mãe e ser pai. Orientação e apoio aos pais para os primeiros anos. Amamentação quanto tempo? Uso do sling, colo, afeto, apego e a construção da personalidade da criança.
Os casais que querem podem começar no encontro que quiser pois cada seis encontros os temas voltam. Podem frequentar os temas que preferirem ou todos os seis. O exercício preparatórios são feitos em todos encontros e podem ser feitos durante toda a gestação. Quem deseja continuar os exercícios após os seis encontros pode continuar a frequentar.
Coordenado por
Kátia Zeny
Flavia Penido
Patrícia Borges
inscreva-se por telefone comigo
Flavia Penido
38481858 ou 91249820
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Próxima RODA BEBEDUBEM
Essa foto foi do final da ultima Roda, queria agradecer a todos que já vieram, agradecer sobre tudo aqueles relatos que são mais difíceis de se dar, porque dói quando lembramos do que passou, porém muito importantes para quem está chegando!
Foram lindos relatos parto natural e humanizado hospitalar da Cla e Luisa com papai Fabiano, parto domiciliar Da Gre e Miguel com papai Danilo. Foi muito comovente também os dois relatos da Mayra parto normal nada humanizado e cesárea! Obrigada mamães por virem contribuir com aquelas que estão chegando.
Estou passando aqui para deixar agendada a próxima Roda bebedubem.
Vai ser no sábado dia 27 de Fevereiro as 16:00.
Olha desta vez vamos começar falando da auto-estima da criança assunto que não conseguimos abordar na ultima Roda já que tínhamos muitas dúvidas para responder e relatos para trocar.
Então chegada as 16:00 horas.
16:15 trataremos das questões principais da construção da auto-estima.
17:00 vamos falar do parto na água, como acontece, porque, e experiência que as parteiras tem tido com a banheira azul. A katia e a Patricia vem contar um pouquinho deste trabalho.
Fico aguardando as mamães já com bebes com seus relatos também.
Conto com vocês!
BOM CARNAVAL!!!!
Foram lindos relatos parto natural e humanizado hospitalar da Cla e Luisa com papai Fabiano, parto domiciliar Da Gre e Miguel com papai Danilo. Foi muito comovente também os dois relatos da Mayra parto normal nada humanizado e cesárea! Obrigada mamães por virem contribuir com aquelas que estão chegando.
Estou passando aqui para deixar agendada a próxima Roda bebedubem.
Vai ser no sábado dia 27 de Fevereiro as 16:00.
Olha desta vez vamos começar falando da auto-estima da criança assunto que não conseguimos abordar na ultima Roda já que tínhamos muitas dúvidas para responder e relatos para trocar.
Então chegada as 16:00 horas.
16:15 trataremos das questões principais da construção da auto-estima.
17:00 vamos falar do parto na água, como acontece, porque, e experiência que as parteiras tem tido com a banheira azul. A katia e a Patricia vem contar um pouquinho deste trabalho.
Fico aguardando as mamães já com bebes com seus relatos também.
Conto com vocês!
BOM CARNAVAL!!!!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Por que na água?

Depois do lindo relato de Gisele, nossa top model no protagonismo feminino, muitas mulheres devem estar se perguntado: por que o parto na água?
A questão que pontua o parto de Gisele B. não é o parto na água, ou o fato de acontecer em casa, mas sim o parto consciente. Essa é a escolha de base!
A questão que pontua o parto de Gisele B. não é o parto na água, ou o fato de acontecer em casa, mas sim o parto consciente. Essa é a escolha de base!
As gestantes querem ser donas de seu parto!
Muitas mulheres vêm buscando estar no comando do processo natural que acontece em seu próprio corpo. Trata-se de um direito elementar da mulher.
Diante das perspectiva das condutas e rotinas médico-hospitalares que negligencía totalmente esse direito, as mulheres saem em busca de alternativas que venham atender e respeitar seus desejos individuais.
Nesta busca se erguem como leoas, trilham seus próprios caminhos, enfrentam o sistema e vão aos poucos mostrando a todos, que nascer é a coisa mais natural do mundo!
Voltado a água.
A água não é o objetivo em si, a água é um meio. A água é apenas um dos meios que se usa para dar conforto e alivio a mulher durante o parto.
A grande maioria das mulheres sente-se muito confortável dentro de uma banheira quando as contrações ficam mais intensas. Lá elas conseguem relaxar e deixar que o útero faça seu trabalho. A água surge para eliminar tensões e stress. Outras porém preferem sair da água deixar seu bebes nascerem em outro lugar.
Um parto em casa sem nenhuma intervenção médica pode acontecer na água ou não,
a escolha é delas!!
E você já fez as escolhas ou vai deixar que alguém faça por você?
Muitas mulheres vêm buscando estar no comando do processo natural que acontece em seu próprio corpo. Trata-se de um direito elementar da mulher.
Diante das perspectiva das condutas e rotinas médico-hospitalares que negligencía totalmente esse direito, as mulheres saem em busca de alternativas que venham atender e respeitar seus desejos individuais.
Nesta busca se erguem como leoas, trilham seus próprios caminhos, enfrentam o sistema e vão aos poucos mostrando a todos, que nascer é a coisa mais natural do mundo!
Voltado a água.
A água não é o objetivo em si, a água é um meio. A água é apenas um dos meios que se usa para dar conforto e alivio a mulher durante o parto.
A grande maioria das mulheres sente-se muito confortável dentro de uma banheira quando as contrações ficam mais intensas. Lá elas conseguem relaxar e deixar que o útero faça seu trabalho. A água surge para eliminar tensões e stress. Outras porém preferem sair da água deixar seu bebes nascerem em outro lugar.
Um parto em casa sem nenhuma intervenção médica pode acontecer na água ou não,
a escolha é delas!!
E você já fez as escolhas ou vai deixar que alguém faça por você?
Carta de uma parteira

Por Ana Cris Duarte
retirado do blog das Mamíferas
Não faz tantos dias que você foi buscar o exame no laboratório (ou segurou o bastão de exame caseiro nas mãos) e sentiu como se o seu coração parasse. Positivo. Grávida. Mãe. Mãe?!? E de parado, seu coração resolveu palpitar ao ritmo da sua adrenalina, fazendo que ia sair pela boca. Positivo. Grávida. Mãe.
- Alô, Mãe? Você não vai acreditar!
- Alô, Querido? Você não vai acreditar!
Bem, se nem mesmo você acreditava, como fazer os outros acreditarem? E assim, na dúvida se chorar ou rir, sentido o chão se abrir sob os seus pés, você percebeu que sua vida ia mudar para sempre. Mal sabia você a dimensão dessas mudanças. A cada centímetro de barriga avançando, metros, quilos e litros de mudanças na sua vida. O corpo vai se amoldando, o sangue enriquece, a mente voa, o coração sente, tudo para que esse novo ser chegue ao mundo em segurança.
Seus ligamentos estão mais flexíveis, você está mais lenta no raciocínio lógico e mais rápida nos sentimentos. Você percebe coisas no ar, mas é incapaz de uma simples conta. Tudo para a chegada desse bebê. Seus hormônios encharcam seus músculos, que ficam mais suaves, as formas se arredondam, as glândulas se preparam para produzir prolactina, leite, ocitocina, aproxima-se o grande momento.
A barriga está pesada, vai à frente anunciando a chegada da criança. Os dias são mais difíceis, mais longos e tudo te leva a aguardar ainda mais ansiosa a chegada do seu filho. A magia do nascimento. O mistério da vida. Seu bebê fez tudo o que deveria fazer, desenvolveu-se adequadamente e esperou calmamente o dia de conhecer o outro lado. Você está ansiosa, mas respeita o tempo de seu filho. Você já sabe que é ele quem decide quando está pronto para vir. Seus pulmões, quando ficam maduros, começam a liberar uma substância que é quase um bilhete ao seu corpo: "Mamãe, estou pronto, quero ir aos seus braços, me espere, estou chegando".
Um dos maiores mistérios, esse de pensar quando será o dia do parto, o dia da chegada do filho já tão querido. Ele nos dá a dimensão do que é ser mãe: estar preparada para amar nosso filho independente de suas decisões. Se ele quer vir no dia do Natal, ou no aniversário do tio, ou se resolver demorar mais dez dias, você vai amá-lo igual. Quando ele virá? Como ele virá? Seu corpo já entendeu o recado, seus pulmõezinhos estão prontos, os hormônios são produzidos e finalmente você sente que alguma coisa está acontecendo eu seu corpo.
Um dos maiores mistérios, esse de pensar quando será o dia do parto, o dia da chegada do filho já tão querido. Ele nos dá a dimensão do que é ser mãe: estar preparada para amar nosso filho independente de suas decisões. Se ele quer vir no dia do Natal, ou no aniversário do tio, ou se resolver demorar mais dez dias, você vai amá-lo igual. Quando ele virá? Como ele virá? Seu corpo já entendeu o recado, seus pulmõezinhos estão prontos, os hormônios são produzidos e finalmente você sente que alguma coisa está acontecendo eu seu corpo.
Pouco a pouco seu corpo começa a funcionar sozinho, quando menos você pensa, melhor ele trabalha. Cada molécula, cada célula está trabalhando e permitindo que esse maravilhoso milagre aconteça. Basta que você tenha um profissional que te transmita confiança, um ambiente adequado e seu corpo vai se transformar num espetáculo da natureza. Cada onda vai abraçar seu filho, que com coragem e determinação vai avançando milímetro por milímetro. Cada célula do seu corpo, que foi desenhada pela natureza para atravessar com segurança esse lindo evento, vai facilitar a passagem de seu filho. Juntos vocês dançarão o seu mais importante balé.
A cada milímetro dessa jornada, seu filho vai amadurecendo e se preparando para a aventura de viver fora do seu ventre. Cada onda é um abraço, cada força traz coragem. Cada milímetro avançado faz com que seu pequeno corpo se prepare para os desafios dessa nova vida: regular a temperatura, respirar, digerir, chorar, comunicar, luz, sons. Ele só tem uma referência, o útero que o protege e nesse momento ele sabe e sente: sua mãe está fazendo a parte dela. Sua mãe o esperou! Ela sabe o que é certo. Ele confia em você. Confie nele.
Mais alguns minutos, as últimas forças, os últimos milímetros e você sentirá seu corpinho deslizando suavemente através do seu, e no final aquela sensação maravilhosa de vitória que ambos obtiveram após todo o esforço. Você conseguiu! Ele conseguiu!
- Bem-vindo meu filho, te esperei tanto, te quis tanto, que saudades de você. Venha para os meus braços, venha para o meu seio. Eu te aquecerei, te protegerei, e para sempre te amarei. Você foi forte e corajoso e eu já me orgulho de você!
Sinta o calor desse pequeno grande corpinho sobre o seu, pele com pele. Sinta seu cheiro, veja como ele te procura com os olhinhos curiosos. Ele se acalma no seu corpo, seu calor traz tranquilidade e uma inconfundível sensação de paz e de amor. Permita a vocês dois essa linda aventura! Ela é o portal de entrada nessa experiência maravilhosa: Ser Mãe.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
mais sobre o parto na água
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