sexta-feira, 16 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Doula: profissional dedicada a acompanhar gestantes e a humanizar parto



Renata da Costa Rodrigues segura bebê recém-nascido em parto normal acompanhado por doula

A tradição de acompanhar as mulheres no parto remonta à época em que o nascimento acontecia tradicionalmente em casa. A mãe recebia de alguma mulher mais experiente o conforto e a sabedoria necessários para encarar o parto como um evento fisiológico. Para resgatar a natureza desse processo, uma profissional entra em ação: a doula. Do grego, “aquela que serve”, a palavra doula define basicamente a tarefa de proporcionar e bem-estar físico e emocional à gestante.
Para a doula e estudante de enfermagem Renata da Costa Rodrigues, “doula não é uma profissão, mas uma função muito antiga.” Ela conta que esta palavra foi usada em 1973 pela antropóloga Dana Raphael para se referir às mulheres que dão suporte a outras mulheres no momento de parir.
Desmistificar as dores do nascimento, orientar a futura mãe e conscientizar a família de que gravidez não é doença são apenas alguns de seus atributos. “No trabalho de parto, a doula procura manter a parturiente no controle de todo o processo, sugere posições para que ela se sinta mais confortável, trabalha a respiração e técnicas não farmacológicas para o alívio da dor, como massagem, banhos, relaxamento”, afirma Renata.
A presença da doula não substitui o marido: ele recebe orientação para se integrar e participar ativamente da chegada do novo membro da família. A doula pode atuar em todos os tipos de parto, seja hospitalar ou domiciliar. Para isso, é preciso o consentimento da equipe.
“A doula mostra que o parto natural é melhor para mãe e bebê. Às vezes, durante o processo do parto uma cesárea é necessária e nós estamos ali para apoiar a mulher. Nunca aconteceu de me pedirem para acompanhar uma mulher que escolheu cesárea”, explicou por e-mail a psicóloga e doula vinculada à rede Parto do Princípio, Flávia Penido.

Palavra de mãe

Penido tem formação em sistêmica familiar e é mãe de três filhos. “Eu costumo dizer que tive três partos normais, mas só me senti realizada no terceiro”. Na época, Flávia acompanhava futuras mamães voluntariamente. Ela foi amparada por uma doula e uma enfermeira obstetra. “Minha filha caçula nasceu em casa porque achei que era o melhor lugar para ela vir ao mundo. Não fizeram nenhuma intervenção, ninguém a levou de mim, meus filhos acordaram e a saudaram nos primeiros minutos de vida e meu marido ficou o tempo todo ao meu lado”, conta.
É comum que a doula se aproxime da família, comenta Flávia, que concilia à sua rotina a organização de uma roda de bate-papo sobre maternidade (a roda Bebedubem) em São José dos Campos (SP). “Às vezes viramos amigas, um pouco madrinha da cria delas. As mães voltam à roda, contam suas experiências e ficam amigas entre elas também”.
A atuação da doula não se restringe ao trabalho de parto. Muitas profissionais atuam como consultoras durante a gestação e pós-parto. Renata Rodrigues afirma que “cada doula tem uma maneira de trabalhar.” A experiência e a formação da profissional influenciam nos valores cobrados. Flávia Penido destaca: “Quem faz isso, faz porque ama. Tem um custo sair de casa à noite e ficar horas ou dias sem ver os filhos e o marido”. Em geral, o preço dessa assistência varia entre 300 a 1000 reais. Para quem não pode pagar, existem as doulas voluntárias, geralmente vinculadas a hospitais públicos.
Para ser doula, não é necessário ser da área da saúde. “A formação não é oficial, existem várias, mas é bom estudar muito além do curso. A doula não discute nem faz procedimentos médicos, não toma decisões sobre a saúde da mulher nem do bebê, mas ela precisa traduzir tudo isso para a mulher e para o marido”, complementa Flávia. Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde oferece curso preparatório gratuito.


Parto humanizado?

A humanização não é um tipo de parto, é um processo. Para Flávia Penido, “Humanizar é individualizar a atenção. Num hospital existe uma rotina de protocolos médicos. Muitos procedimentos são feitos em toda mulher e todo bebê sem real necessidade”. Para saber mais, acesse: amigasdoparto.org.br e doulas.com.br.
reportagem de Pamela Quaresma Belliato

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Grupo Cria












Vi no blog a Cintia querida amiga e estou repassando.

Um ideia, uma iniciativa, um manifesto bem importante que vale divulgar!


Demorou!!!!
passem no site e assinem o manifesto

http://www.grupocria.com.br/


MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE
E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.
Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.
Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.
Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.
Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES
Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.
E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.
Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.
Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.
Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.
Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.
Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.
Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.
E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

MANIFESTAMOS PELA TOMADA DE CONSCIÊNCIA FAMILIAR
Pela valorização do papel da mãe no seio da família e pelo fim das hipócritas tentativas de minimizar a diferença que a presença dela faz.
Pelo reconhecimento da vital importância da maternidade para a humanidade, e por ações sociais e políticas que valorizem e estimulem a atuação da mãe.
Por uma rede de relacionamentos que coloque novamente mulheres de diferentes gerações em contato, reconstruindo referências que foram deturpadas e estereotipadas pela mídia e pela sociedade.
Por mães unidas para estudar, compartilhar experiências e desenvolver novos pontos de vista para este tema milenar, universal e ainda tão incompreendido.
Por uma nova formação familiar, focada no bem estar integral dos seres humanos e não somente no bem estar material.
Por pais que valorizam a tomada de consciência materna, dando sua participação necessária para que ela floresça. Mesmo sem entendê-la completamente.
Por mães que partilhem com seus parceiros as responsabilidades, agruras e alegrias de se cuidar dos filhos, sendo entendido que eles pertecem aos dois, igualmente.
Manifestamos pela ausência de fórmulas, de guias práticos e de respostas prontas, pois cada mulher é livre para buscar seu caminho e desenvolver sua história. No seu tempo, no seu ritmo e na sua individualidade.
Manifestamos pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena.
Manifestamos por você e por nós. Pela Terra e por todos os filhos que dela vieram e ainda virão.
Manifestamos pelas mães!

domingo, 11 de julho de 2010

Exposição de fotos da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento

Mais vídeo da exposição da Parto do Princípio.
Esta foi em Maringá no Paraná.
Notem que a primeira foto da reportagem é da Kátia daqui de São José dos Campos. Eu quem tirei!

sábado, 10 de julho de 2010

Engatinhando até o seio

Lindos vídeos do Instituto de Saúde que mostram o bebe ratejando até o seio materno. Incentivando o aleitamento temprano dos recém-nascidos.
Nove meses juntos porque separar ao nascer?






quinta-feira, 8 de julho de 2010

Maternidade Consciente

Estou aqui divulgando o site de um projeto do qual agora eu faço parte.
O projeto maternidade Consciente é mais um sonho...

Por uma maternidade mais consciente

Maternidade Consciente é um portal voltado para a ampliação da consciência, para a divulgação de informações, abertura de novos caminhos alternativos às mães, pais e famílias. Vamos trazer uma ênfase em temas emocionais e psicológicos, mas também abordaremos assuntos fisiológicos, biológicos, espirituais acerca de tudo que possa ter relação com as questões da maternidade. Nossa intenção é compartilhar informações que não estão acessíveis a uma grande parte da população, e também abrir espaço para que você possa se colocar, dar sua opinião, seu depoimento acerca de suas experiências. Além disso, existe o Projeto Maternidade Consciente, que também engloba ações no âmbito preventivo e terapêutico, especialmente em relação aos cuidados com a concepção, gestação, nascimento e primeiros anos de vida do bebê.

Mais você pode conferir e descobri mais no site mesmo. Aqui

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os cortes e as grávidas




Porque acreditamos nas mulheres, que o parto é nosso, eu estou divulgando esse artigo.

Nada contra as cesáreas nem contra as episiotomias! Isso mesmo nada contra!
Somos a favor de um parto com o minimo de procedimentos, uma questão de evitar o abusos de medicalisação. A favor, sempre a favor, da obstetrícia baseada em evidências.

O abuso de cortes nas mulheres brasileiras no parto está muito bem documentado no artigo do link abaixo, escrito por Simone G. Diniz.

Quantas de nós fomos e ainda sermos cortadas enquanto ninguém nos informa que esses cortes são quase absolutamente desnecessários.

O “corte por cima” e o “corte por baixo”: o abuso de
cesáreas e episiotomias em São Paulo.
http://www.mulheres.org.br/rhm1/revista1/80-91.pdf

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amamentação a luz da primeira hora

Pessoal quem for repassar em seus blogs podem fazer a a gentileza de mencionar a fonte!?

Ótimo vídeo, tratando de assunto tão pouco abordado.

Amamentação sem mistério

Um competente time de pediatras e especialistas em amamentação apresenta de forma simples e didática as principais recomendações da Organização Mundial da Saúde e as mais recentes evidências científicas em aleitamento materno.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mais uma Roda






Mais uma Roda aconteceu, algumas são cheias de lindos casais, lindas barrigas, e bebesdubem outras Rodas são mais intimas, em um clima muito aconchegante.

Sempre podemos trocar nossas experiências, nossas dúvidas e contar nossas histórias...cada uma trilhando seu caminho na maternidade cada caminho muito unico e próprio a cada mulher.

Noentanto uma doce delícia percebermos o quão capazes somos de fazer escolhas conscientes apropriadas a nossa aventura materna.
Fico comovida quando escuto, observo e sinto as mães e pais da Roda tão plenamente conscientes e conectadas com seus bebes, dentro e fora da barriga. Posso sentir o quanto esses casais estão percebendo a que nivel essas escolhas influem na forma como vão viver suas relações.
Sai da Roda mui impressionada com essa turminha do bem!
Saindo férias com coração aquecido!

CHUPETA!!!!



Pessoal quando for repassar ou reblogar ao menos citem as fontes isto é básico!

Mais um tema controverso, onde muitos tem opiniões mas poucos estudos são apresentados levando em conta um visão multidisciplinar!

Um artigo bem interessante e multidisciplinar foi publicado.

O resumo abaixo vem de um pediatra de São Paulo de quem sou fã, o Carlos Eduardo. Correa.

"é um resumo de um trabalho realizado por Silvia Diez Castilho, Doutora, Pediatra, Professora da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas); e Marco Antônio Mendes Rocha, Acadêmico da Faculdade de Medicina, PUC- Campinas, SP.

Realiza um levantamento multidisciplinar da literatura, buscando prós e contras, com o propósito de oferecer aos profissionais da saúde subsídios para orientarem os pais.

Fontes dos dados: O levantamento histórico foi realizado em livros de história, arte, literatura secular, museus, e a busca de dados, em livros e nas bases MEDLINE, LILACS, SciELO e Biblioteca Cochrane. Os limites para busca foram: pacifiers, últimos 5 anos, com resumo, texto em português, inglês ou espanhol.

Síntese: Existem evidências de que os precursores da chupeta foram empregados desde o período neolítico para acalmar as crianças. Bolinhas de pano que continham alimentos ficaram imortalizadas em telas. Outras, feitas de materiais não perecíveis, resistiram ao tempo. A chupeta tem sido utilizada para estimular a sucção ou para coordenar esse reflexo, antecipando o início da alimentação oral de recém-nascidos. Alguns sugerem que diminui a incidência de morte súbita, mas o assunto é controverso. Ela impede o estabelecimento da mamada e induz ao desmame. Pode provocar asfixia, intoxicações ou alergias e aumenta o risco de cáries, infecções e parasitoses intestinais. Efeitos deletérios se associam à frequência, duração e intensidade do hábito, que deve ser descontinuado entre os 3 e 4 anos para não repercutir sobre a fala e a dentição.

Conclusões: Foram encontrados mais efeitos deletérios do que benéficos. Recomenda-se que os profissionais da saúde ofereçam aos pais dados sobre os prós e contras da chupeta para que eles tomem uma decisão informada sobre seu uso.

J Pediatr (Rio J). 2009;85(6):480- 489: Chupeta, comportamento de sucção."


Quer ler o artigo na integra chupeta aqui!

domingo, 4 de julho de 2010

Assunto de crianças

Esse video divertido registra a grande sabedoria infantil.
Para quem desconhece o espanhol:
quando hablam de las Matronas, falam das enfermeiras-obstetras.
O parto é nosso!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um Mar de Mães Amamentam

Esse é um video sobre o Encontro Nacional Aleitamento Materno de 2010 - Enam 2010-
A nossa querida Kátia que amamenta sua caçulinha, esteve lá e pode ver esse mar de mães. FORAM MIL MÃES AMAMENTANDO!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Entrevista com Jorge Kuhn e Roberta

Entrevista com o médico obstetra e professor da Unifesp Jorge Kuhn.
também com Roberta da rede Parto do Princípio.