quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não vá carregada para o parto


Adorei essa matéria que saiu recentemente e resolvi colar aqui. Venho trabalhado esses aspectos do parto em nossos cursos preparatórios, já notamos como ajuda!Leiam a seguir:


Não vá carregada para o parto

O medo, a insegurança, a falta de auto-confiança, a distância em relação ao corpo são pesos que carregamos para o parto e vão condicioná-lo. Preparar-se para o parto é sobretudo aliviar a carga.


A parteira mexicana Naoli Vinaver diz que carregamos muitas malas conosco para o parto. Não é só a mala com as nossas roupas e as do bebé. São as malas com tudo o que temos por resolver na nossa vida, com tudo aquilo que o que nos amarra. São malas bem pesadas, por vezes. E às vezes são imensas. Durante o trabalho de parto vamos libertando-nos de muitas delas, vamos-nos desamarrando. Por isso se diz que o parto pode ser transformador. Mas se o peso for excessivo, o parto pode arrastar-se, complicar-se ou até não ter início.

Por isso, a enfermeira parteira Lúcia Leite diz que «a preparação para o parto faz-se no coração e na cabeça, trabalhando os medos e a auto-confiança.» Por isso, o obstetra Ricardo Jones escreve: «Tanto quanto no sexo, existe muito mais no nascimento humano do que o que se pode encontrar no corpo e suas medidas.» Apesar de a obstetrícia ainda não incorporar na sua prática esta evidência científica, a verdade é que se descobriu «uma nova dimensão no nascimento, qual seja, a indissociabilidade das emoções e sentimentos ao lado dos eventos mecânicos já conhecidos. Ficou evidente que muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo além do corpo as impedia.»

O medo faz com que as mulheres estejam contraídas e não deixa libertar as hormonas que estimulam as contracções e a dilatação. Isto é assim porque somos mamíferos e a natureza, que sabe o que faz, encontrou esta forma de proteger as nossas crias: elas não nasceriam em ambiente ameaçador, mas apenas quando a mãe estivesse tranquila e segura. Tendo em conta estas evidências, vale a pena preparar-se e aliviar alguma da sua carga. Faça-o por si e pelo seu bebé. Um parto com menos intervenção é um parto mais saudável, com menos riscos, que leva a um pós-parto infinitamente mais fácil.
O poder de dar à luz o seu bebé está em si. Só tem de descobri-lo. Deixamos-lhe algumas dicas:

- Converse com alguém da sua confiança, fale dos seus medos, mesmo daqueles que parecem mais inconfessáveis, mais patetas, mais simples ou mais complicados.

- Se não tem ninguém com quem falar do mais íntimo do íntimo, dos medos mais inconfessáveis, se lhe custa verbalizar, ouvir-se dizer coisas que ainda nem percebeu muito bem... escreva. Um diário de gravidez é bom, mas é para deixar para a história. Escreva num caderno que seja só seu, onde não sinta os olhares de quem vai ler. Registe sentimentos, medos, inseguranças e estará a libertar-se de um grande peso. Escrever é uma excelente maneira de deitar cá para fora porque ninguém nos está a ouvir, mas também de organizar as ideias, trabalhar os medos, estruturar as prioridades.

- Participe em listas de discussão sobre parto humanizado.

- Procure uma doula que a poderá acompanhará na gravidez, no parto e no pós-parto dando-lhe apoio emocional, ajudando-a a desfazer muitos dos seus medos.

- Faça uma lista daquilo que quer fazer ou resolver antes de do parto. Não se limite às compras e à preparação do quarto do bebé.

- Pratique ioga ou pilates. Ajuda não só fisicamente, mas também mentalmente, promovendo bem-estar e a união com o bebé. - Aprenda técnicas de relaxamento ou meditação. Para quem tem altos níveis de ansiedade, estas técnicas são uma excelente forma de encontrar mais tranquilidade e confiança no próprio corpo. Um relaxamento profundo produz ondas cerebrais alfa, diminui a tensão arterial, reduz a tensão muscular, logo reduz também o stress e a ansiedade.

- Visualização positiva: visualizar o bebé estimula a ligação com ele e acalma os medos.

- Abrande o ritmo perto do final da gestação. Se puder, suspenda o trabalho. Dedique-se a fazer o ninho e relaxar. Passeios à beira-mar e ouvir música são boas actividades para aproveitar o fim do tempo de gestação.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PRÓXIMA RODA BEBEDUBEM


  • Queridas amigas do blog me desculpem estive afastada e por isso pouco atualizei o blog.

    Convido vocês para a Próxima Roda bebedubem que acontecerá nesta quarta-feira dia 29 de setembro às 19:00 horas com tolerância de chegada até 19:30.

  • Será realizada No espaço NOVO AFETO, o encontro é gratuito e feito para casais grávidos e pais de crianças pequenas.

Temas desta rodada:

  • O Parto normal e as recomendações da OMS
  • Amamentação e a volta ao trabalho

    Atenção desta vez pedimos que os interessados confirmem através do e-mail flapenido@ig.com.br ou katiazeny@hotmail.com

    Roda será coordenada por
    Kátia Zeny
    Patrícia Borges
    Flavia Penido

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Conheça técnica da enfermeira que realizou parto de Gisele Bündchen na água

Conheça técnica da enfermeira que realizou parto de Gisele Bündchen na água


Desde pequena, Mayra Calvette, 23, aprendeu que dar à luz e pegar os filhos nos braços logo após o nascimento era uma das coisas mais prazerosas da vida.
Era sua mãe que contava como ela e suas quatro irmãs vieram ao mundo, em partos de cócoras.
No colégio, Mayra ouviu, pela primeira vez, que a mulher sentia dor no parto. "Mas logo descobri que, com preparo e informação, podemos contorná-la", afirma.
Mayra não tem filhos, mas, apesar de ser tão jovem, já ajudou muitas mulheres a terem os seus de forma natural, em casa, na água. Como no parto da amiga famosa, Gisele Bündchen.
A trajetória para chegar à Boston, onde nasceu Benjamin, filho da modelo, começou seis anos atrás. Mayra mudou-se da pequena Gravatal, em Santa Catarina, para Florianópolis, para cursar enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina.
Durante a faculdade,fez estágio na Maternidade Carmela Dutra, uma das maiores de Florianópolis.
"Eu chegava lá e encontrava as mulheres deitadas, sofrendo de dor e totalmente desinformadas. Conversava com elas, explicava o que é a contração, as colocava na água quente, fazia o que dava", conta.
Em 2008, foi efetivada como enfermeira auxiliar. E resolveu batalhar para propiciar às gestantes um parto natural dentro do hospital. Não é o comum. Se depender das maternidades e hospitais, fica difícil escapar de cesáreas desnecessárias e intervenções no parto normal.

PARCERIA
Mayra então propôs uma parceria a obstetras que seguem a linha da medicina humanizada. Ela fica com a gestante em casa, sempre monitorando os batimentos cardíacos fetais e, quando a dilatação já está quase total, avisa o médico e todos se encontram na maternidade.
A parceria inclui três visitas de pré-natal e três no pós-parto, para ajudar a estabelecer a amamentação e os cuidados com o bebê.
Na minha primeira consulta pré-natal, Mayra mais ouviu do que falou. Na segunda, pediu papel e caneta, desenhou os órgãos reprodutivos femininos e explicou o que acontece na hora do parto. Disse que a dor tem sua função e me ajudou a entender como lidar com a força.
No final da consulta, quando eu já não imaginava mais minha vida sem ela, veio a notícia: "Eu só estarei no seu parto se for até dia 14. A partir daí, estarei fora do país, para acompanhar o parto de uma amiga".
Sorte que minha filha nasceu no dia 13 e que pude ter a ajuda de Mayra.
Três semanas depois, já em Boston, ela ajudava Gisele a respirar, relaxar e imaginar que, a cada contração, o bebê estava mais perto dela.
"Pouco antes de Benjamin nascer, Gisele, em profundo estado de meditação, começou naturalmente a cantar o mantra "om" e todos entoaram juntos. Foi maravilhoso! Ele nasceu na água e Gisele o trouxe direto para seus braços", conta ela.

ESTADO ALTERADO
Mesmo eu, que não tinha uma amizade prévia, me senti totalmente segura com ela.
Pouco depois de começar efetivamente meu trabalho de parto, Mayra chegou em casa, ofereceu as mãos para me ajudar a levantar e disse "vamos nos movimentar". Eu era uma mulher já exausta depois de quase dois dias de contrações irregulares muito doloridas.
A entrega foi total e consegui chegar na partolândia, que é como chamam o estado alterado de consciência que acomete as parturientes.
Senti até uma onda de prazer, provocada pela ação dos hormônios e pela entrega de meu corpo a eles. "Eu entrei na partolândia junto contigo!", ela me contou depois.
Minha filha nasceu na água. Foi Mayra quem a segurou pela primeira vez e colocou-a no meu colo, em estado de êxtase como eu.
"O parto pode ser a experiência mais maravilhosa ou a mais terrível. Depende do quanto a mulher está preparada física e emocionalmente e do apoio que terá na hora", afirma Mayra. Concordo.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/799240-conheca-tecnica-da-enfermeira-que-realizou-parto-de-gisele-bundchen-na-agua.shtml

domingo, 12 de setembro de 2010

O direito da mulher em trabalho de parto em ter um acompanhante de sua escolha

RECOMENDAÇÃO CNS Nº 009, DE 12 DE AGOSTO DE 2010

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima DécimaSegunda Reunião Ordinária, realizada nos dias 11 e 12 de agosto de 2010,no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Leinº 8.080, de 19 de setembro de 1990, pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembrode 1990 e pelo Decreto nº 5.839, de 11 de julho de 2006, e
 considerando o direito da parturiente de ter um acompanhante de sua escolha durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-partoimediato garantido pela Lei nº 11.108 de 07 de abril de 2005;
 considerando que são inegáveis os benefícios que a presença de umacompanhante neste período pode trazer à parturiente, tais como, trabalhos de parto mais curto, menores taxas de cesáreas, menor demanda poranalgesia, melhores condições de saúde para o bebê recém nascido, dentre outras, evidências sólidas que respaldaram a aprovação da referida Lei;
 considerando que faz-se flagrante em todo o território nacional, sobretudo nos serviços públicos, mas também na Saúde Suplementar, o freqüente desrespeito a este direito, sob as mais diversas justificativas e apoiado no desconhecimento do mesmo, tanto por usuárias e familiares como ainda por alguns profissionais;
 considerando que é de extrema importância e urgência que se invistam recursos para promoção e monitoramento do cumprimento destedireito, tendo garantida a sua divulgação à sociedade e às mulheresdurante o pré-natal; e
 considerando a Portaria nº 1.820, de 13 de agosto de 2009, que dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde.

Recomenda-se:
1. Ao Ministério da Saúde criar mecanismos para aplicação imediata documprimento da Lei nº 11.108, de 07 de abril de 2005, pelos serviços desaúde.2. Publicizar nacionalmente a Portaria nº 1.820, de 13 de agosto de 2009.
Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua Ducentésima Décima Segunda Reunião Ordinária.
http://conselho.saude.gov.br/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O que é parto humanizado?

Eu gosto deste vídeo porque mostra bem como é facil e barato se humanizar o atendimento ao parto. A postura da equipe voltada para atender as necessidades de cada mulher, tratando-as individualmente, evitando a realização de procedimentos de forma rotineira. Neste pequeno vídeo vemos o trabalho desenvolvido pela equipe em Campina Grande na Paraíba.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PRÓXIMA RODA BEBEDUBEM




Queridas este mês está muito dificil encontrar um fim-de-semana para realizarmos a Roda BEBEDUBEM.

Decidimos então marcar uma noite durante a penultima semana do mês de setembro.

Assim que eu tiver definido o espaço e a data eu posto aqui.


Mais um parto natural após cesárea da Roda




Este mês tivemos mais um lindo parto na água após uma cesárea.
Luciana frequentou as Rodas sistematicamente, participando, perguntando e se informando. Além disto, ela buscou saber tudo o que era necessário sobre o parto.

Luciana, que guerreira! Buscou a assistência que lhe convinha e teve um lindo parto domiciliar.
Os detalhes emocionantes eu deixo para a autora contar na próxima Roda.
Foram vários dias de pródomos, o trabalho levou várias horas em fase latente, Luciana foi levando na manha de quem está consciente de suas escolhas.
Deixe-se inspirar pela capacidade que nós mulheres temos em dar a luz.
Aguardamos seu relato na próxima Roda.
parabéns a Luciana, ao Márcio e a Alice que permitiram a Flora nascer naturalmente!