terça-feira, 27 de setembro de 2011

Parto domiciliar: refletindo sobre paradigmas

Compartilho o link de um artigo muito bom sobre parto domiciliar.
http://guiadobebe.uol.com.br/parto-domiciliar-refletindo-sobre-paradigmas/#.ToJwsSIaqSg.facebook

abaixo o primeiro trecho:

A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro”
(Ricardo Herbert Jones)

Ana Paula Caldas, médica neonatologista, em parto domiciliar, imediatamente depois do nascimento de Lis - Foto: Ana Cristina Duarte
Ana Paula Caldas, médica neonatologista, em seu parto domiciliar, imediatamente depois do nascimento de Lis - Foto: Ana Cristina Duarte

Quando começamos a escrever esta coluna para o Guia do Bebê, em 2010, nosso primeiro artigo abordou um assunto que começava então a despertar o interesse da mídia brasileira: o parto domiciliar (1). Na oportunidade, revisamos as evidências científicas disponíveis e concluímos que o parto domiciliar, uma realidade frequente em outros países, como Holanda, Inglaterra e Canadá, representava uma alternativa segura para as gestantes de baixo risco, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês (2-4). Destacamos a publicação, em 2009, de um grande estudo de coorte comparando mais de 500.000 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo risco, no qual não se verificou diferença significativa no risco de morte fetal intraparto, morte neonatal precoce e admissão em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal (4).


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

De onde vem os bebes? Ann Calandro


De onde vem os bebes? Ann Calandro

Se nós cremos no livro “Os homens vem de Marte e as mulheres vêm de Venus”. Com respeito aos bebes, os experts atualmente pensam que eles vêm de alguma parte perto da Via Láctea. O que explicaria que quando eles chegam a Terra, eles são afetados por um tipo de “jetlag” cósmico e não conhecem absolutamente nada dos costumes e estilo de vida terráqueo.

Os terráqueos, que eles sejam de Marte ou de Venus, ficam muito perturbados de ver que estes recém chegados não se comportam logo da forma que os terráqueos adultos:

Comer segundo um ritmo terráqueo, dormir quando a noite cai, e etc.

Os terráqueos ficam muito surpresos de ver seus pequeninos tão naturalmente sincronizados com o tempo da Via láctea, se comportar de uma maneira totalmente normal para os cidadãos da Via láctea.

Pais terráqueos vejam bem: seus bebes se comportam de forma perfeitamente normal para os vialacteanos! Os cidadãos da Via láctea comem sempre a cada duas horas. Eles dormem de dia e estão de pé a noite.

A noite é feita para se divertir e reencontrar os amigos. Se apesar de tudo um vialacteano dormir a noite, ele só o faz em grupo, como os cachorrinhos, por medo do monstro leitoso que ataca os pequenos vialacteanos quando estão só na escuridão. Deixados sós eles tem medo e pedem ajuda.

Quando chegam aqui, eles não falam nem uma palavra de Frances, nem de inglês, nem de qualquer outra língua terrena. Eles tentam comunicar em liguagem vialactena mas os terráqueos tem muita dificuldade em entender. As vezes preferem dizer que é para os pulmões do Vialácteano ficar falando sozinho no quarto por horas.

Quando um pequeno vialacteano chega sobre a Terra é importante comprehender de onde ele vem, e lhe acolher com respeito. Lembre-se que ele precisa de tempo para adaptar-se a uma nova cultura. Ele precisa de amor e de paciência. Ele precisa que os terráqueos escutem sua linguagem e ao mesmo tempo tente lhe ensinar a sua.

Os novos pais devem entender que os pequeno vialacteano não desperta a noite para lhes enlouquecer: é apenas sua maneira de ser. Um dia ele comprehedera que ficar de pé a noite só é autorizado aos estudantes, aos celibatários e aqueles que devem trabalhar a noite, como as enfermeiras e as garçonettes. Ele aprenderá a comer as horas que convem aos terráqueos. Ele vai levar um bom tempo para assimilar esse conceito por que o melhor alimento para lhe fazer crescer em boa saúde, a saber o leite venusiano se digere muito rapidamente.

Se nós os apressamos muito o bebe vialacteano corre o risco de não ter confiança em seu novo planeta e de levar mais tempo a se tornar um pequeno terráqueo independente.

Se ele tem sorte, ele encontrara um lar com terráqueo que apreciarão suas qualidades vialacteanas e se alegrarão com as suas primeiras semanas tão especiais sobre Terra, quando o bebe é bem novinho. Em breve ele se tornará um verdadeiro terráqueo, comerá com um terráqueo, dormira como um terráqueo. É perigoso para sua saúde mental e seu bem estar querer acelerar sua transição.

Tenham confiança, isso acontece em seu tempo.


Por Ann Calandro ( Tradução Flavia Penido)

Waxhan, Caroline Du Nord,

Publicado em North Carolina´s Rocking Chair, printemps 1998

domingo, 18 de setembro de 2011

Doular


Já fazem alguns anos que me tornei doula. Hoje sou inteiramente doula, não sei mais ser diferente.

Comecei como voluntária em um hospital maternidade daqui, me apaixonei, aos poucos fui pegando o jeito, descobrindo os agrados que as mulheres precisam nessa hora. As massagens, os gestos, e as palavras que acolhem. Foi também aos poucos que as duvidas começaram a pintar, foi quando eu fui fuçar na Internet.
Bendita a hora em que eu bisbilhotei no site do GAMA (grupo de apoio a maternidade ativa). Descobri um mundo de informações.

Fiz o curso de doulas no GAMA no ano de 2006, nesse curso aprendi muita coisa, algumas verdades dolorosas eu também descobri lá. Demora um pouco para as fichas caírem e encaramos nossas historias de frente. Lembrei dos meu dois partos, e muita coisa que tinha ficado debaixo do tapete apareceu, eu até quis fingir que não vi, mas não dava mais, estava ali, precisava sacudir a poeira. Saí do curso, mexida como omelette, Ana Cris é uma mulher especial, de fibra, que sabe apertar os botões. Senti então muita gana de ver as realidade do parto mudar, foi realmente uma chacoalhada nas minhas ideias! Foi quando eu me tornei doula oficialmente mas também me tornei ativista mais que tudo.

Fiz o curso e mal sabia eu que meu terceiro filhote já estava encomendado. Então eu fui em busca de um parto que fosse do jeitinho exato que eu queria sem tirar nem por eu queria que fosse natural e que deixassem meu bebe em paz nos meus braços. Eu queria sossego.

Foi difícil, mas nós conseguimos.

Quando nasceu minha filha, nasceu uma ativista convicta da importância daquele momento dentro de uma família, nasceu também uma linda parteira, Katia Zeny.

Destes nascimentos conjuntos nasceu nossas RODAS. Da dificuldade em achar alguém aqui na cidade para meu parto, veio o desejo de tornar tudo isso mais simples para as outras mulheres que começavam a me procurar.

Hoje parece que foi ontem, que eu comecei as Rodas BEBEDUBEM. Mas de fato tem um chão que eu construi, junto com a Kátia, contando apenas com a força de vontade que o parto me deu.

Tive dias difíceis, e dias bons, já tive vontade de largar tudo e viver minha vidinha em família, mas ficou impossível minha convicção era maior do que eu. Eu tinha que continuar, eu tinha que buscar os caminhos, eu tinha que informar aos casais, eu tinha que ver as mulheres parindo. Por isso tudo persisti.

É muito emocionante quando uma mulher tem a assistência ao parto do jeitinho que ela deseja, é muita honra ver uma mulher parir, ver um pai nascer, ver um bebe bem nascido.

Amo muito ser doula, mas muito mais importante do que ser doula, é ser uma ativista, que desperta nos casais esse nascimento respeitoso!

P.S. Ai acho que esse post é porque eu tô com saudades de ver bebe nascer, já tive descanso demais, olha aí Roberta!!

sábado, 17 de setembro de 2011

Dança criança dança

Sinta o movimento tomar conta de você.
Dance, dance muito, vibre, vibre muito.
Sinta a musica levando seu corpo no ritmo que te provoca.
Dance, dance muito, papai, mamãe e bebes!


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Preparação para o parto e maternidade no Vale do Paraiba



Nosso curso de preparação vem melhorando a cada dia! Ao mesmo tempo que preparamos os casais nos sentimos cada dia aprendendo com eles, a cada encontro e com cada casal que passa pelo curso. Temos procurando nos aperfeiçoar para que nossos trabalhos sejam rico e completo.

Vejo agora com clareza que posso pouco a pouco contribuir para que mais casais recebam seus bebes no mundo de forma consciente. Assim como, na continuidade deste nascimento contribuir por uma maternagem mais consciente desses filhos também.

Estamos trabalhando com um sistema de bolsa para aqueles casais que não tem condições de pagar. Se você quer fazer mas está com dificuldades me ligue e podemos conversar sobre a possibilidade de uma bolsa.

Quero deixar aqui meu agradecimento a todos vocês que participam das Rodas Gratuitas e dos nossos cursos. Quero também agradecer a cada casal que me permitiu que os acompanhasse durante o trabalho de parto e o nascimento de seus lindo BEBEsDUBEM, é sempre, sempre mesmo, uma grande honra participar de um nascimento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rompendo nosso casulo


Este é um post para uma reflexão sobre as escolhas que fazemos para nossas vidas. Tem tudo a ver com meu trabalho com vocês mulheres.
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O sábio Jonas PahNu estava tranquilo, lendo um pouco. De repente:
– Não é possível... Tudo está contra mim.
 Até parece que “só tem eu no mundo” para as coisas darem erradas! esbravejou Daniel, entrando repentinamente na sala.

– Do que você está falando, meu garoto?Perguntou Jonas.
– Nada em especial, mestre. Mas ultimamente, para mim, tudo parece ser mais difícil. Tudo o que vou fazer dá um trabalho enorme, complica-se tanto, que tenho a sensação de estar sendo perseguido pelas dificuldades da vida. Para meus amigos, tudo acontece de um jeito tão mais fácil!..
– Você não gosta de dificuldades, não é mesmo?
– Não gosto. Acho que tudo poderia ser mais fácil. Acho que a gente não precisaria passar por tanta encrenca para conseguir algo.
– Ora, Daniel... Você tem certeza de que é isso mesmo que gostaria de viver? Uma vida insossa, sem as emoções de vencer as dificuldades?
– Mestre, apenas acho que talvez a vida pudesse ser um pouco mais simples. Para que tanta dificuldade, afinal? Que sentido tem isso?
Jonas levantou de sua cadeira predileta, apanhou o chapéu de palha de que tanto gostava, e foi em direção à porta. Daniel entendeu, de imediato, que ele queria mostrar-lhe algo. Deu meia volta e saiu apressado atrás do seu mestre. Caminharam em silêncio através da relva, por pouco mais de dez minutos, até chegarem a um aglomerado de arbustos de folhas largas. Eram amoreiras:
– Venha – disse Jonas. Quero que veja algo. E caminhou por debaixo dos arbustos, conduzindo Daniel.
– Olhe para isto... Você sabe o que são?
– São casulos. – respondeu Daniel.
 Sim... E amanhã serão borboletas. – completou Jonas. Estão na última fase de sua transformação. Agora, olhe para os orifícios nesses casulos. É por onde sairão as borboletas. Você nota alguma coisa?Daniel observou com cuidado e finalmente respondeu, apontando para um dos casulos:
 – Este casulo tem o orifício bem maior do que os demais. Por que será?
Bem observado, garoto. Provavelmente deve ter sido roído por alguma outra lagarta, ou algum pássaro em busca de comida. Mas o que interessa não é saber o porque desse orifício ser maior do que os dos outros casulos. O que realmente importa saber dessa história vai ter de ficar para depois. Vamos para casa e voltaremos aqui amanhã, após o almoço. – concluiu Jonas.
Seguiram de volta, e não tocaram mais no assunto. Daniel, mesmo curioso, sabia que não adiantaria perguntar nada mais ao mestre, antes da hora marcada por ele. No dia seguinte, por volta da duas horas da tarde, estavam de volta ao local dos casulos. Sentaram-se e observaram as borboletas, uma a uma, deixando os casulos, estirando lentamente suas asas, que tomavam forma e cores gradativamente, e depois as secando ao sol, para finalmente levantarem vôo. 
No final do dia, todas as borboletas haviam partido e abandonado seus casulos. Exceto uma: aquela que tinha no casulo uma abertura muito maior do que as outras. Ela não conseguira voar. Saíra de seu casulo, porém permanecia no chão, com o corpo inchado e as asas atrofiadas, girando em círculos. E jamais chegaria a voar.
Observando aquilo, Daniel não se conteve e perguntou:
 –Mestre! O que houve com ela?
Jonas PahNu pacientemente explicou:
O esforço que a borboleta faz para sair do casulo por aquele pequeno orifício é o recurso que a natureza usa para empurrar os líquidos de seu corpo para dentro de suas asas. Desse modo, as asas são irrigadas, expandem-se e tomam forma, e ganham leveza e força para voar. Portanto, é a partir da superação da dificuldade de romper o casulo, de passar por aquele pequeno orifício, que se define o esplendor da borboleta. Aquele casulo que tinha o orifício bem maior que os demais, o que aparentemente facilitaria o trabalho da borboleta, acabou por incapacitá-la de ter toda a sua natureza desenvolvida. As lutas, as dificuldades, são necessárias para o nosso crescimento.
Se passassemos pela vida sem nenhum obstáculo, jamais desenvolveríamos todo o nosso potencial. Não seríamos fortes o bastante e não poderíamos voar, tal qual aconteceu com a borboleta que não precisou lutar para sair do casulo.
 Gilberto Cabeggi 
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Como qualquer fábula, conto ou estoria o melhor seria que nem tivesse a moral da estória no final para que nós mesmos concluíssemos e elaborássemos de forma mais pessoal e interiorizada. Se fosse meu o texto eu eliminava a explição de PahNu, dispensa comentários.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

RODA DE SETEMBRO

Queridos leitores,
nós teremos uma Roda este sábado dia 10 de setembro.
10:00 as 12:00 horas.
No Novo Afeto que fica na praça do servidor publico, 7 sala 1.
TEMAS:
Técnicas de alivio para o parto.
Amamentação e rotina do bebe; lidando com a livre demanda.
Basta aparecer, se quiser confirmar presença made um e-mail.

aguardo vocês lá!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Confências Muncipais de Politicas Publicas pelas Mulheres



Aqui em São José dos Campos a prefeitura não chamou a conferência mas eu fui atrás de onde chamaram. Descobri que em Jacareí aconteceria.
Tive a oportunidade de participar da conferência que aconteceu em Jacareí.


Cheguei cedo, ouvi a abertura e depois foi hora dos grupos de trabalho. Participei do grupo de saúde da mulher, direitos sexuais e reprodutivos. Foi rico conversar e descobri como anda aquele município.



Lemos e depois redigimos algumas propostas. Na questão da assistência a gestação e ao parto, redigimos uma proposta que tinha relação com as necessidades das mulheres dali. Gostei das mulheres e do ativismo Jacareense.


Foi através dessa minha participação que descobri o núcleo Dandara. Entrei em contacto, adorei conhecer aquelas mulheres que batalham pela empoderamento da mulher no ambito publico, me informaram que haveria a conferência regional em Santo Antonio do Pinhal. Que São José poderia então participar. Ainda me deram carona.


Participei na terça passada, me deram a oportunidade de falar. Explicar a situação da mulher na gravidez e no parto na região. Foi bacana poder conversar com algumas mulheres dali de Santo Antonio, e de outras regiões. Sentir que em cada canto do Brasil tem uma mulher que sofre violência institucional ao entrar na maternidade. Poucas maternidades tem permitido a mulher viver seus direitos adquiridos, direito ao acompanhante, direito de escolher a posição em que deseja dar a luz, direito de não aceitar procedimentos de rotina ( ai esse sorinho inocente nos dá pesadelos!).


Para que todas nós possamos ter esses direitos respeitados, para que mais de nós possamos parir com respeito, que estamos participando das conferências!


Então vamos para a Confêrencia Estadual agora. A Roda BEBEDUBEM apoia e participa deste movimento!